
Na eleição autárquica de 2020, UCS com popularidade em baixa deu o “abraço do afogado” nos candidatos autárquicos ventoinhas da ilha de Santiago e o resultado foi o início do afundamento desse partido da região sul ao norte; na tentativa de resgatar a Praia a qualquer preço, em 2024, perdeu, pela primeira vez na história de seu partido, a hegemonia autárquica para o seu principal adversário, o PAICV; em 2026, perante o cenário de derrota eminente, leva o partido a um salto “suicida” de avião sem para-queda com “Cabo Verde pa frente” e como se diz na gíria política brasileira - que a fidelidade de um seguidor de um líder político pode levá-lo a acompanhar-lhe até ao cemitério mas não entra na sepultura com ele! Aliás, muitos já largaram a mão do chefe enquanto era tempo e procuraram outros rumos! Perante as próximas legislativas a oposição é a melhor solução para a MUDANÇA!
Ulisses Correia e Silva e o MpD conceberam um projeto de conquista eleitoral contra o povo em 2016 quando prometeram políticas sabidamente irrealizáveis ao ponto do próprio PM, Ulisses, ter a ousadia de dizer que “campanha é uma coisa, governar é outra”, ou “que não tem varinha mágica”:
1. Objetivamente, a avaliação da governação do governo MpD de 2016 a 2026 é a pior registada pela série do afrobarometer desde 2002 até ao presente;
2. As políticas económicas e sociais fracassaram: aumentou a inflação, aumentou a desigualdade económica e social, massas populacionais foram para o estrangeiro para fugirem do desemprego, a pobreza e a extrema pobreza atingem milhares de pessoas, a dívida pública dobra de tamanho, os índices de criminalidade aumentaram, a insatisfação com a justiça cresceu, o governo não consegue apresentar resultados concretos dos seus dois mandatos que convençam o povo;
3. Os eleitores gritaram cada vez mais alto (57% em 2022 e 65% em agosto de 2024) que Ulisses estava governando o país na direção errada, mas o chefe do governo prossegue a sua marcha ao ritmo do seu slogan de campanha “sem djobi pa lado”, ou seja, sem corrigir a direção do leme do barco até batê-lo nas pedras em 01/12/24 com o tremendo desastre eleitoral autárquico do seu partido, MpD;
4. Em 2020, a estratégia dos ventoinhas e de seu capitão Ulisses desde o primeiro momento que o barco começou a balançar e a entrar água com a derrota eleitoral na Câmara Municipal da Praia a favor de Francisco Carvalho - PAICV e o resgate de mais 5 CMs foi centrar todas as baterias, todas as energias e todos os recursos possíveis contra a pessoa do atual líder tambarina centrado nas frases: “resgatar a Praia custe o que custar” e “temos que parar o FC”, o resultado foi a reeleição do “Txico” com a ampliação da diferença sobre o adversário do MpD em quase 10.000 votos;
5. O caminho seguido pelo MpD de concentrar todos os ataques contra a pessoa do Francisco Carvalho desde 2020, permitiu, logo no ano seguinte, José Maria Neves vencer de braçada a corrida presidencial de 2021, no 1º turno, o candidato apoiado pelo MpD – Carlos Veiga, bem como, o PAICV passar, pela primeira vez, desde 2016, a liderar as intenções de voto para os levantamentos para as legislativas em 2022 e 2024 com maiorias relativas, segundo o afrobarometer e confirma essa liderança com a estrondosa vitória eleitoral autárquica de 2024 mostrando que passou de maioria relativa para maioria absoluta com 51% contra 42% do MpD;

6. As próximas eleições legislativas de 17/05/26 contarão com 419.755 eleitores que escolherão 72 deputados à Assembleia Nacional dentre cinco listas partidárias concorrentes, requerendo, em média, que para se eleger cada deputado serão necessários 5.829 votos numa hipotética situação de abstenção zero;
7. O MpD com os seus 72.000 registados nas autárquicas de 2024 elegeria 12 deputados no cenário colado em cima (correspondente a 17% dos eleitores de 2026), e, para vencer precisaria que a abstenção atingisse uma cifra superior a 80% e simultaneamente com a dispersão dos votos remanescentes pelos demais partidos!!!
8. O partido ventoinha vem perdendo eleitores de eleição para eleição que participa desde 2016 e projeta-se que terá menos votos nas próximas legislativas de 2026 do que aqueles que tivera nas autárquicas de 2024 tornando a sua hipótese de vitória cada vez mais remota!
9. O MpD e UCS reforçam a estratégia de combate ao Francisco Carvalho ao invés de centrarem seus esforços na melhoria dos indicadores de governação, o resultado foi a consolidação dos avanços eleitorais tambarinas ocorridos em 2024 nos 15 Municípios conquistados e melhoria de desempenho eleitoral nos municípios onde tivera resultados negativos;
10. Na eleição autárquica de 2020, UCS com popularidade em baixa deu o “abraço do afogado” nos candidatos autárquicos ventoinhas da ilha de Santiago e o resultado foi o início do afundamento desse partido da região sul ao norte; na tentativa de resgatar a Praia a qualquer preço, em 2024, perdeu, pela primeira vez na história de seu partido, a hegemonia autárquica para o seu principal adversário, o PAICV; em 2026, perante o cenário de derrota eminente, leva o partido a um salto “suicida” de avião sem para-queda com “Cabo Verde pa frente” e como se diz na gíria política brasileira - que a fidelidade de um seguidor de um líder político pode levá-lo a acompanhar-lhe até ao cemitério mas não entra na sepultura com ele! Aliás, muitos já largaram a mão do chefe enquanto era tempo e procuraram outros rumos!
Perante as próximas legislativas a oposição é a melhor solução para a MUDANÇA!
Os comentários publicados são da inteira responsabilidade do utilizador que os escreve. Para garantir um espaço saudável e transparente, é necessário estar identificado.
O Santiago Magazine é de todos, mas cada um deve assumir a responsabilidade pelo que partilha. Dê a sua opinião, mas dê também a cara.
Inicie sessão ou registe-se para comentar.
Comentários