PTS surge como “alternativa séria, comprometida, consciente e segura”
Política

PTS surge como “alternativa séria, comprometida, consciente e segura”

O partido Pessoas, Trabalho e Solidariedade apresentou hoje, na cidade da Praia, as candidaturas às legislativas de 17 de maio, com 67 candidatos, maioritariamente mulheres e jovens, tendo por objetivo eleger deputados. Segundo a líder e cabeça de lista por Santiago Sul, Jónica Brito, o PTS apresenta-se ao eleitorado com o propósito de chegar ao parlamento e contribuir para um debate político mais inclusivo e centrado nos desafios da juventude e da sociedade cabo-verdiana.

Em conferência de imprensa, realizada esta terça-feira, 14, o partido Pessoas, Trabalho e Solidariedade (PTS) enunciou que entra na disputa eleitoral como “uma nova possibilidade política para Cabo Verde”, com a juventude no centro, sem esquecer o legado das gerações anteriores.

O partido fundado por Onésimo Silveira e liderado, até o seu inesperado passamento, por Romeu di Lurdes, concorre em seis círculos eleitorais - Santiago Norte, Santiago Sul, São Vicente, Américas, África e Europa e Resto do Mundo -, uma decisão que decorre de “uma reflexão profunda” sobre a situação do país, que, no entender do PTS, precisa de “mais responsabilidade, proximidade e compromisso com as pessoas”.

As listas contam com 75 porcento (%) de mulheres e jovens, cerca de 90% de candidatos com menos de 40 anos e 60% abaixo dos 35.

Quanto aos cabeças de lista, a atual líder do partido, Jónica Brito (na foto), apresenta-se em Santiago Sul; Cláudio Sousa, em África; Jailson Silva, na Europa e Resto do Mundo; João Paulo Andrade, no círculo das Américas; Adimilson Ferreira, em Santiago Norte; e Jailson d'Aguiar, em São Vicente.

O partido apresenta 67 candidatos e tem como meta eleger três deputados em Santiago Sul, dois em São Vicente e, pelo menos, um em cada círculo da diáspora.

Bipartidarismo tem limitado o debate político

Segundo a assessora nacional de comunicação do PTS e quarta colocada da lista de Santiago Sul, Leila Pires, o bipartidarismo tem limitado o debate político e prejudicado o equilíbrio de poderes, pelo que o partido defende uma democracia com pluralidade e diversidade, num contexto em que, 50 anos após a independência e 35 após a instauração da democracia, o país deve assumir uma agenda de transformação a longo prazo, com prioridade para a saúde, a educação e a segurança alimentar.

Leila Pires defendeu, ainda, uma mudança de mentalidade na forma de fazer política em Cabo Verde, criticando o assistencialismo e a dependência das máquinas eleitorais, apontando a necessidade de maior literacia política e consciência crítica.

Nesse sentido, o PTS pretende promover uma agenda de transformação a longo prazo e reforçar a participação cidadã.

Sob o lema “Cabo Verde na Coração”, campanha aposta na geração digital

Por sua vez, Jónica Brito considerou que o PTS surge como “uma alternativa séria, comprometida, consciente e segura” no panorama político nacional, com o objectivo de eleger deputados nas legislativas de 17 de maio.

A líder do partido e cabeça de lista por Santiago Sul, sublinhou que as eleições legislativas se destinam à eleição de deputados, sendo a escolha do primeiro-ministro uma consequência dos resultados eleitorais, conforme a Constituição e a lei.

Jónica Brito considerou, ainda, que as candidaturas representam a continuidade do projeto político do falecido presidente, Carlos Lopes, mais conhecido por Romeu di Lurdes, cuja ausência física teve impacto no partido e na sociedade, mas cuja “ambição e coragem” permanecem presentes na atual equipa.

Relativamente ao financiamento da campanha, Jónica Brito reconheceu as limitações enfrentadas pelos partidos sem representação parlamentar, mas adiantou que o PTS conta com o apoio de simpatizantes no país e na diáspora, defendendo que todos os partidos legalmente constituídos deveriam ter acesso a financiamento público e a espaços na comunicação social.

Sobre a campanha, a líder do PTS apontou a aposta na geração digital, sobretudo nos círculos da diáspora, com estratégias já em implementação, apesar das limitações no terreno.

O partido Pessoas, Trabalho e Solidariedade apresenta-se a estas eleições sob o lema “Cabo Verde na Coração”, com o propósito de chegar ao parlamento e contribuir para um debate político mais inclusivo e centrado nos desafios da juventude e da sociedade cabo-verdiana.

C/Inforpress
Foto: Facebook/Jónica Brito

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