Irão quer indemnização dos EUA por ataques e descongelamento de ativos
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Irão quer indemnização dos EUA por ataques e descongelamento de ativos

Negociações de cessar-fogo entre as delegações decorrem neste sábado em Islamabad, Paquistão, mediadas pelo primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif.

A delegação iraniana apresentou termos para negociar a paz na guerra travada pelos Estados Unidos da América (EUA) contra o Irão. De entre eles, solicitaram ao primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, uma indemnização pelos ataques conjuntos de Washington e Tel Aviv em fevereiro e o descongelamento dos ativos iranianos no exterior. As informações foram confirmadas pela televisão estatal iraniana.

Acompanhado do emissário especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, e do genro de Donald Trump, Jared Kushner, o vice-presidente norte-americano, JD Vance, foi recebido ao desembarcar na manhã deste sábado, 11, em Islamabad, capital do Paquistão, pelo chefe das Forças Armadas paquistanesas, Asim Munir.

Já o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, e seu ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, chegaram na noite de sexta-feira, 10, a Islamabad, à frente de uma delegação de mais de 70 pessoas.

Segundo a agência iraniana de notícias Mehrs, o ministro das Relações Exteriores do Irão afirmou que estava em “completa desconfiança” sobre um acordo. “Lutaremos com todas as nossas forças para garantir os interesses e direitos do povo iraniano”, disse Araghchi.

JD Vance, por sua vez, alertou que o Irão “não deveria brincar” quando embarcou para o Paquistão. “Se eles tentarem nos enganar, descobrirão que a equipa de negociação não é tão recetiva”, afirmou.

Sharif, que atua como mediador nas negociações de paz, conversou primeiro com os representantes do Irão e, mais tarde, com a delegação dos EUA. A conversa foi confirmada pela Casa Branca, que não deu detalhes sobre o que foi tratado.

Negociações pela paz no Líbano

Enquanto as negociações entre o Irão e os EUA avançam em Islamabad, desde o anúncio da trégua entre os dois países na última semana, Israel se recusou a fazer pausa à sua expansão genocida contra o território libanês. Na quarta-feira, 08, as forças israelitas mataram 357 pessoas e feriram mais de 1.200 em ataques no território libanês.

A presidência libanesa anunciou na noite de sexta-feira um encontro com autoridades israelitas na próxima terça-feira, 14, em Washington, para negociar um cessar-fogo, embora Israel se recuse a dialogar com membros do movimento de resistência Hezbollah.

Por sua vez, o Irão está pressionando os EUA a cumprirem suas obrigações no âmbito do acordo de cessar-fogo. O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, revelou quais medidas da trégua acordada ainda não foram implementadas.

“Duas das medidas mutuamente acordadas entre as partes ainda não foram implementadas: um cessar-fogo no Líbano e a libertação de ativos iranianos congelados antes do início das negociações”, escreveu o presidente do parlamento iraniano em sua conta no X (antigo Twitter), indicando que essas duas questões devem ser resolvidas antes do início das negociações.

Teerão insiste que o fim dos ataques em todas as frentes, inclusive no Líbano, faz parte do cessar-fogo entre o Irão e os EUA. O Paquistão também confirmou isso, mas Washington e o regime israelita afirmam que a frente libanesa não está incluída no acordo.

Antes das negociações, o Irão apresentou suas exigências e condições aos mediadores paquistaneses com base em sua proposta de 10 pontos, que havia sido enviada a Washington por meio de intermediários antes do cessar-fogo.

C/Opera Mundi
Foto: Reprodução/Canva

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