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Por: Carlos Fortes Lopes

 Carlos F. Lopes

Os governantes nacionais, Situação e Oposição, precisam ser humildes e identificarem pessoas competentes, nas ilhas, para se sentar numa mesa e debater a economia e o emprego, passando pelas inúmeras potencialidades do turismo rural. Sem política pelo meio.

Para se proceder a certas reformas governamentais, os intervenientes precisam ter o apoio de um sector de justiça à altura das exigências socioeconómicas e financeira do país.

Só com uma justiça célere e justa teremos um país realmente democrático e apto para enfrentar a instabilidade financeira dos países doadores.

As oportunidades são várias e precisamos ter gente capaz de debater o país de forma progressiva e unida para se obter os resultados desejados pelas populações nas ilhas.

Sem crescimento económico a estabilidade social/emprego, a situação nacional torna cada dia mais complicada e vulnerável a possíveis fricções de carácter revolucionários.

O mundo está em constante evolução e convém que os governantes comecem a admitir que Cabo Verde não está imune das crises internacionais para podermos começar a acompanhar as evoluções sociais, culturais e financeira da sociedade. Há que começar a atuar na hora certa e mudar de rumo, quando as soluções não estão a aparecer. Teimosia é a mãe da desgraça. Os governantes precisam evitar os tiques crónicos da casmurrice e a arrogância política para poderem ver e aceitar a realidade dos factos sociais.

Se o Presidente do nosso país não for capaz de debater e tomar posições no sentido de conter os desmandos dos magistrados, procuradores e Deputados, o país continuará nesta queda livre e brevemente teremos uma sociedade revolucionária que poderá custar muito caro ao nosso país.

Se continuarmos com esta desastrosa tradição de realização de fóruns e conferências apenas para se conceder a oportunidade dos políticos se unirem e debaterem outros assuntos ligados ao partido, o país nunca sairá dessa cepa torta.

Existe necessidade de grupo de pessoas sérias e competentes se unirem para debater a economia e o desemprego jovem.

Essas conferências poderão ser realizadas apenas com pessoas locais, nas ilhas, que posteriormente farão chegar até o Governo Central as conclusões alcançadas. Um novo modelo de governança que poderá funcionar para a identificar as crises locais e formas de as combater.

Muitos são os temas que poderão ser debatidos nessas conferências locais e, só bastara ser humilde para se criar grupos de trabalho - sem ter que incluir deputados partidários - e relegar as propostas de debate para essas conferências locais.

Esses conferencistas locais serão capazes de identificar e debater os impasses e o know how para se alcançar resultados que satisfaçam os anseios das populações nas ilhas.

Realidades a serem trabalhadas no terreno, com técnicos competentes, de forma a se obter resultados concretos, são temas de debate que poderão ser utilizadas inicialmente.

O tema referente aos diversos sectores do turismo, em Cabo Verde, são exemplos dos temas a serem entregues para debates nas comunidades rurais.

Tanto o Turismo Rural, Urbano, Náutico, de Montanha/trekking, Mar e Sol, Pesca, ou Turismo, da Agropecuária e da Gastronomia, como a Cultural e da Saúde Pública são sectores que carecem de uma saudável implementação e essas conferências poderão vir a ser as alavancas para combater essas crises locais.

Já basta de assistir deputados e outros governantes a usar dos regabofes para promover as suas pretensões políticas e aumentar as fasquias que andam a confundir os técnicos e conhecedores das realidades locais da Agropecuária, Pesca, Turismo rural, Trekking e outros.

A Voz do Povo Sofredor

 



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