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Por: António Jardel Rodrigues Andrade

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No dia 04 de setembro de 2016 realizaram-se as eleições autárquicas, no mesmo ano que foram realizadas as outras restantes eleições legislativas e presidenciais, em que o Movimento Para Democracia (MPD) depois de ter estado 15 anos como oposição, teve oportunidade de liderar Cabo Verde. Nas eleições legislativas o Movimento para Democracia, elegendo 40 dos 72 deputados, o que me levou a dizer que obtiveram a maioria absoluta dos deputados, o PAICV ficando com 29 deputados e a UCID pela primeira vez conseguiu eleger 3 deputados, e nas eleições autárquicas o Movimento para Democracia conseguiu 18 das 22 câmaras municipais do país, considerado grandes mutuações na vida politica Cabo Verdiana.

Fogo tem uma população de 35.621 habitantes, ou seja, cerca de 6,7% da população residente em Cabo Verde, e é por isso a quinta região do País, com três Municípios sendo e decresce desde 2000, terá apenas 34.622 habitantes no horizonte do PEDS (planeamento estratégico para desenvolvimento sustentável) devido à redução da fecundidade, mas fundamentalmente à migração interna, com especial realce para Praia, Sal e Boavista e emigração, especialmente para os Estados Unidos da América, ou seja, Fogo é uma ilha repulsiva, que perde população.

Analisando especificamente o concelho de São Felipe Fogo, com o desenho político para administração regional com as eleições autárquicas da mesma, carece de um estudo aprofundado, especialmente no respeitante à solução do problema da acessibilidade da ilha, mas também do desenvolvimento turístico e da efetiva valorização do potencial agrícola da ilha, na componente da fruticultura em que é competitivo quanto da consolidação do vinho do Fogo e do queijo como produtos de exportação.

O concelho de São Felipe Fogo sendo ela o centro da ilha do Fogo, precisa dar atenção nas suas políticas publicas de forma a impactar a vida dos habitantes, sobre tudo quando estamos a falar da potencialidade da ilha naquilo que tange a produtos de exportação que é os produtos agrícolas sendo ela de sequeiro e de regadio, os produtos derivados de leite dos animais como queijo e manteiga, e ainda carne dos animais que há em quantidade abundante. Essas potencialidades estão a tornar “despotencialidade da ilha” por falta de políticas adequadas para o desenvolvimento delas.

Debruçando sobre o estado do carater desportivo, cultural e educacional no município é evidente o estado de retrocesso dessas três áreas com forte potencial no município, os equipamentos para prática desportiva encontram-se num estado de abandono e degradação, mais alguns estão sendo utlizada para políticas, que considero, maquiagem, passo a elencar exemplo disto, é, o campo relvado de São Lourenço, inexistência de parque de manutenção física, as placas desportivas com obras paradas é uma demostração de estagnação das obras públicas nas respostas das demandas, sem contar com a falta de incentivo á prática de diferentes modalidades com forte potencial no município.

Ainda sobre a educação, como um fator estratégico para desenvolvimento do País, o incentivo que a Câmara Municipal de São Filipe disponibiliza, já é deficiente, porque os contratos com os condutores, que fazem mobilização dos alunos, com pagamento atrasado á muito tempo, em que alguns já colocaram carros a venda. Sem deixar de salientar as dificuldades enfrentadas pelos estudantes, que na Praia estão a estudar, por causa dos subsídios dada pela Câmara Municipal de São Filipe, lembro de um só e único encontro feito com os estudantes á muito tempo, sabendo que os estudantes são futuros quadros para o desenvolvimento da ilha e da própria freguesia de Nossa Senhora de Conceição.

Agricultura de sequeiro já perde-se por causa da falta de chuvas, tenhamos de apreender com essa escassez, afinal é a nossa realidade. Porque não incentivar os jovens para outra prática de agricultura de regadio, pesca e criação de gados, como atividades económicas em que a ilha apresenta com potencialidades, mas para isso haverá de ter um desenho politico que incentiva e sustenta a mesma.

Não podia aqui, deixar de realçar sobre a situação crítica do meio ambiente, como é possível na cidade de São Felipe Fogo, não existir um carro adequado para fazer recolhas dos lixos, que se encontra pela cidade. E ainda pretendam maquiar, a cidade de São Filipe Fogo. Sobre a maquiagem passo ainda elencar a requalificação de São Bento/Beltches, Estado 5 de julho vai ser alvo de também manutenção que não é mais, nem menos, de que maquiagem obras no valor de 50 mil contos, Escola central de São Filipe, Jardim Infantil Crianças Alegues, reabilitação da escola EBI de Santa Filomena, etc.

A criação de condições para realizações de feiras literárias periódicas, edificação de raiz de uma biblioteca municipal, criação de um programação anual de divulgação da Morna e Talaia Baixo, incentivar o surgimento de grupos de danças tradicionais e contemporâneas, criar condições para que as pessoas ligadas a música, teatro e dança possam participar nos concursos nacionais e internacionais.

Dá perceção de que estão a esquecer da classe juvenil, até o centro juvenil encontra-se em estado de não funcionamento, lembro-me de quando estava a frequentar o ensino secundária em que praticávamos algumas atividades desportivas, aulas da música e até tinha um espaço adequado para uso da internet. Os jovens não precisam apenas de ocupações dos seus tempos livres, mas também de incentivos que os levam a ter as suas próprias autossustento, para isso há necessidade de dinamizar o espírito de empreendedorismo.

Agora mais do que nunca é hora de fincarmos os pés no chão, e unir os nossos esforços, para que possamos engrandecer a nossa ilha. É sem dúvida que a classe juvenil é o motor para fazer essa mudança acontecer, mas para isso é necessário incentiva-los, criando condições de trabalho, e é um caminho adequado para redução da migração interna.

A voz de um estudante da ilha do Fogo.

 

 



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