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Por: David Veiga

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Vamos ser claros: a causa ambiental não pode e nem deve se resumir às míseras intenções oficiais de alguma proteção do ecossistema. É necessário, sim, uma profunda reforma política nesse quesito.

Mais do que isso, Cabo Verde precisa implementar uma profícua educação ambiental. Ou seja, de nada vale falar em projectos pró-ambientalistas se cada cabo-verdiano não for envolvido. Para isso, conta bastante a aproximação das autoridades nacionais dos cidadãos, que é como quem diz, levar ao conhecimento público não só propaganda política, mas sim noções básicas a ter em relação ao ambiente que nos rodeia.

Uma dessas questões tem a ver, por exemplo, com a forma como tratamos o lixo que produzimos. Nesta era da tecnologia e do avanço, o país ainda não conseguiu meter na cabeça de cada cabo-verdiano a importância de além de limpar a cidade, também saber cuidar do lixo.

Em todos os centros urbanos onde existem contentores de lixo, os depósitos são idênticos, sujos e ineficientes. Na verdade, há uma sujeira mental, que trespassa todos os governos, no que diz respeito a este assunto. Dito de outro modo, até hoje nenhum governante pegou a sério nesta matéria com resultados práticos visíveis. Basta ver o descaso do país em relação à degradação do ecossistema marinho e rural.

E vem então a questão a urbana. Nos dias de hoje as cidades têm que ser inteligentes, com tecnologia, plano urbanístico futurista e um ambiente ecológico eficiente. A separação do lixo entra, obrigatoriamente, nesta equação. Não há volta a dar: o Fundo do Ambiente tem que financiar a criação de cidades ambientalmente inteligentes, que apostam numa melhor gestão do lixo que produz. Vidros, papeis e plástico podem ser colocados em contentores diferentes para terem destino diferente.

Nisso entra a questão seguinte: reciclagem. A separação do lixo vai permitir criar uma industria, com ganhos prováveis para a economia cabo-verdiana, já que abre espaço para a criação de mais emprego, desde a recolha do lixo seleccionado à sua transformação numa nova peça vendável.

Cabo Verde, com os seus 22 municípios/cidades, tem todas as condições pré-feitas para as tornar cidades verdes e inteligentes. Basta vontade apenas.

 



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