Porto, anel rodoviário e aeroporto internacional são prioridades do PAICV para o Fogo
Política

Porto, anel rodoviário e aeroporto internacional são prioridades do PAICV para o Fogo

Para que a ilha continue a crescer é fundamental que o porto de Vale de Cavaleiros possa receber embarcações maiores para dinamizar o turismo. Para unir os municípios e facilitar a mobilidade na ilha, o Governo do PAICV pretende concluir o anel rodoviário, mas, também, o alargamento do aeroporto para poder receber voos internacionais de e para Boston, nos Estados Unidos da América - uma reiterada garantia que já havia dado aquando da sua deslocação àquele país. São as três prioridades que Francisco Carvalho elencou ontem, em São Filipe, para a ilha do vulcão.

Na ilha do Fogo, onde esteve esta quarta-feira, 06, o líder do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) e candidato a primeiro-ministro, acompanhado dos três presidentes de câmara do partido e do cabeça-de-lista deste círculo eleitoral, elencou os três principais projetos para a ilha do Vulcão.

Segundo Francisco Carvalho, para que o Fogo continue a crescer e para que a economia local entre no caminho pleno do desenvolvimento, é fundamental que o porto de Vale de Cavaleiros possa receber embarcações maiores para dinamizar o turismo. Ou seja, “retomar o porto para dar resposta às necessidades” da ilha.

Para unir os municípios e facilitar a mobilidade na ilha, agilizando a deslocação de residentes e visitantes, o Governo do PAICV pretende concluir o anel rodoviário do Fogo, uma obra iniciada pelo executivo de José Maria Neves, cuja não conclusão sempre foi alvo das críticas do Movimento para a Democracia (MpD).

“Toda a gente critica o anel rodoviário do Fogo, mas, durante dez anos, nada fizeram, eles criticam, mandam bocas, mas não fizeram um centímetro de asfalto”, disse Francisco Carvalho, assumindo o compromisso de concluir a infraestrutura.

O terceiro grande projeto para a ilha é o alargamento do aeroporto do Fogo para poder receber voos internacionais, mais precisamente, de e para Boston, nos Estados Unidos da América, uma reiterada garantia que já havia dado aquando da sua deslocação aos EUA para contactos e encontros com a comunidade cabo-verdiana ali residente.

Energia e certeza na vitória

Francisco Carvalho começou a sua intervenção transmitindo uma mensagem de motivação e confiança, considerando que o país vive um “momento verdadeiramente decisivo” e sublinhando que tem “sentido muito carinho e muita alegria, muito afeto para todo o lado” onde vai a comitiva do PAICV, dando como exemplo o próprio momento em que chegou à ilha do Fogo, o que lhe transmitiu “mais energia e mais certeza” de que, a partir de 17 de maio, irá governar Cabo Verde.

No entanto, o candidato à sucessão de Ulisses Correia e Silva fez questão de destacar que o seu nome “está em segundo lugar” e que “o nome mais importante” é outro. “O presidente do partido é por um tempo determinado, mas o PAICV fica. No boletim de voto, em 17 de maio, o que está lá é o símbolo do PAICV”, disse Francisco Carvalho numa indireta ao seu principal adversário e ainda primeiro-ministro, cujo nome se sobrepõe na propaganda oficial ao nome do próprio partido.

Salientando que o PAICV “é um grande partido, um partido que se preocupa sempre com Cabo Verde” e que, cada vez que governa, o país cresce e se desenvolve”, Francisco Carvalho disse que o principal objetivo do seu Governo é melhorar a vida de todos os cabo-verdianos, de “ajudar as mães e os pais, os que têm problemas para pagar a universidade, seus cursos de formação profissional, ajudar quem está doente, que não tem dinheiro para pagar consultas ou exames médicos, ajudar as pessoas que fazem viagens interilhas, ajudar rabidantes e comerciantes, empresários e investidores”.

Estar no poder ao serviço das pessoas, para voltar a trazer esperança

Para o candidato à sucessão de Ulisses essa é a “razão” de estar nesta luta, porque o PAICV quer “estar no poder ao serviço das pessoas, para proteger os cabo-verdianos, para voltar a trazer esperança” ao país, em particular aos jovens que “deixam Cabo Verde porque não veem nenhum futuro” no arquipélago. “Somos inconformados com esta situação. 50 anos após a independência as coisas não podem continuar desta maneira”, enfatizou Francisco Carvalho.

“A nossa proposta maior, o nosso projeto mais importante, é criar trabalho para as pessoas, ajudar a desenvolver a agricultura, as pescas, a criação de animais, o setor primário, para criar emprego para os jovens, para terem um salário ao fim do mês, terem uma vida digna para realizar seus sonhos”, disse o líder do PAICV, reiterando uma das ideias centrais da sua governação.

Na linha do que vem sustentando nas últimas semanas, Francisco Carvalho voltou a “piscar o olho” aos empresários, sublinhando: “temos de criar empregos junto com os empresários”, mas, também, “desenvolver uma administração pública, que pense rápido, que retire obstáculos burocráticos para os empresários poderem desenvolver os seus negócios e prosperar”, permitindo ao Estado ter mais receitas, gerando emprego e aumentando o rendimento das famílias.

Reafirmando o seu compromisso para que a ilha do Fogo “continue a crescer e a desenvolver-se, por último, Francisco Carvalho falando perante os presidentes das três câmaras Municipais da ilha garantiu que, enquanto primeiro-ministro, vai trabalhar com Nuías Silva, Flávio Vieira e Manuel Teixeira para alcançar esse objetivo.

No comício registaram-se, ainda, intervenções do presidente da Câmara Municipal de São Filipes, Nuías Silva, e do cabeça-de-lista pelo Círculo Eleitoral do Fogo, Luís Nunes, que antecederam o líder do PAICV.

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SOBRE O AUTOR

Redação

    Comentários

    • Casimiro Centeio, 7 de Mai de 2026

      Relativamente ao Anel Rodoviário, sempre foi dito que seria concluído com a governação posterior, que, por infelicidade, foi a do mpd, como se disse, não fez 1 cm de asfalto. Criticar é fácil, difícil é fazer. Este desgoverno, em vez de dar continuidade á obra, optou por construir o caminho de cabra -- Bangaeira - Monte Piorno -- inaugurado com muita pompa pelo actual PM, Ulisses Correia e Silvia

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