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Por: Carlos Fortes Lopes

Carlos Lopes

Cabo Verde está demonstrando que precisa formar os seus quadros a fim de obterem conhecimentos de negócio internacional para negociarem os necessários acordos internacionais, entre Cabo Verde e qualquer outro país.

Como todos devem saber, o interesse da União Europeia, em Cabo Verde, já vem do século XV e, somos agora um país soberano e com um maior volume de ofertas para se negociar acordos “WIn Win” sem que os governantes tenham que continuar a mentir para as populações.

Estamos situados num ponto estratégico do triângulo Atlantico e a nossa posição geográfica é do interesse do resto do mundo desenvolvido.

A nossa riqueza marítima está sendo delapidada com estes acordos infelizes e, se continuarmos nesta senda, não sairemos da “sepa torta”.

A incapacidade politico-institucional de negociar e criar condições internas de desenvolvimento é o calcanhar de Aquiles dos que arbitrariamente continuam sendo eleitos nas listas partidárias.

A União Europeia continua, incessantemente, a abusar dos “negociadores” cabo-verdianos, impondo as suas propostas em detrimento de qualquer sugestão da parte cabo-verdiana.

Esta nota introdutória foi para chamar a atenção dos nossos governantes para os fenômenos de participação de serviços na maioria das economias modernas que já ultrapassa os 70% do PIB de países com visão industrial.

É preciso respeitar e dar valor ao que temos para podermos saber desenvolver as nossas indústrias nacionais, negociando com conhecimento das matérias. O domínio dos serviços alinha-se ao crescente reconhecimento de que todos os novos modelos de negócios envolvendo bens e produtos são também negócios de serviços, assim desenhados para melhor atenderem às necessidades e expectativas de ambas as partes.

A nossa posição geográfica não só é do interesse estratégico da Uniao Europeia como também é dos EUA, da China ou mesmo da União Soviética.

Para que possamos complementar ou transformar a oferta por meio dos serviços para agregar valor ao produto, precisamos aprender como aplicar o sistema de Servitização.

Porque não negociar e ou arranjar um parceiro exclusivo para a vigilância das nossas águas, entre os muitos países com capacidade para tal, como por exemplo a Noruega, Dinamarca, etc., etc?

Esses são já reconhecidos internacionalmente como os maiores peritos em fiscalização marítima internacional.

Uma sugestão minha seria a assinatura de um acordo de cooperação entre Cabo Verde e a Copenhagen Business School e a Danish Maritime, para realização de projetos de Servitization.

O nosso mercado interno em limitado e, aproximando de mercados que compreendem e respeitam o preço e o custo de contratos, seremos contemplados com financiamentos saudáveis para a nossa frágil economia. Concentrando-se no fator crítico de sucesso na servitização, os nossos projetos terão que ser bem estudados, de forma a nos facilitar as suas implementações através do diálogo bilateral. Nesses países nórdicos encontraremos fabricantes de equipamentos/prestadores de serviços, dinamarqueses e outros proprietários/fabricantes de navios que poderão ser uma mais valia para o nossos projecto de desenvolvimento nacional.

Contudo, não se deve ignorar alguns factores negociais para que os nossos projetos sejam analisados de forma estratégia.

No que diz respeito aos preços, gestão de custos de soluções de produtos e os contratos de serviços e ou financiamento de soluções podemos fazer muito melhor do que temos vindo a alcançar.

Se Cabo Verde não se enveredar pela formação de peritos em negociações internacionais (a nossa posição geográfica/estratégica exige), só teremos negócios desvantajosos para o bem estar e evolução das sociedades ilhavos.

Temos que ser contundentes e formar peritos capazes de abrir caminho para negociações bilaterais de cooperação com países seriamente interessados em ajudar o nosso país.

Alguns dos países escandinavos, são alvos que devemos passar a ter em conta para os nossos projectos de desenvolvimento e crescimento nacional. Com os Europeus os negócios nunca serão produtivos para a sociedade mas sim para um grupinho de corruptos com laços fortes com os corruptos portugueses. Os nossos governantes são obrigados a procurar soluções plausíveis e alcançáveis para pôr cobro a esta desvantagem negocial entre Cabo Verde e a União Europeia. Pelo que conheço, as portas diplomáticas desses países nórdicos estão sempre abertas aos pedidos de Cabo Verde e estão interessados em investir neste nosso país, receptor de um bom número de turistas oriundos dessas bandas.

Caso não estiverem preparados ainda para negociar com os nórdicos, porque não tentar uma negociação com EUA que já vem colaborando conosco por algum tempo e tem um acordo de segurança assinado conosco-SOFA? Até se podia pensar em negociar com o Brasil, um acordo de vigilância marítima exclusiva.

A Voz do Povo Sofredor
Carlos Fortes Lopes

Comentários  

0 # PIPI 23-10-2018 06:51
Bonito,Governo porque não chamam a este Senhor para fazer negociações? Pensem nisso na proxima negociação.

Os atuns passam em Cabo Verde e não sào nossos, deizem de populismo barato.

De Terra longe no aguardo
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0 # Atun42 23-10-2018 14:50
E agora porque nao negociamos a esportaçao do pescado em vez deles virem cá disimar os nossos mares.
Quando é que vamos deixar de ser explorados pelos europeus. Que ao menos troquemos de exploradores entao para vermos no quê que dá
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0 # Atun42 23-10-2018 14:46
Pipi porquê que os europeus nao vao pescar o atum em outros locais entao se aoenas passam oor cá. Populismo todo seu. Terra terra no aguardo.
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