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Por: José Luiz Tavares*

José Luís Tavares vulcãozinho em 2012

UM ESPECTRO PAIRA SOBRE AS LETRAS CABO-VERDIANAS

[EU NÃO DANÇO O FANDANGO MORABI — CONTINUAÇÃO]

Dois anos se passaram desde a estreia de morabeza, festa do livro. Dois anos em que, após a minha fortíssima contestação inicial, me mantive calado sobre a festa, seus sucessos ou insucessos. Dois anos em que publiquei cinco livros, ganhei dois prémios e fui finalista doutros tantos. Dois anos em que traduzi muito, escrevi outro tanto, e reflecti ainda mais. Dois anos em que os livros me salvaram, literalmente, dalguns privados infernos. Dois anos em que se mudou de Curadora (essa invenção do ministro Mário Lúcio, que, aproveitando uma liderança fraca, praticamente desmantelou a Biblioteca Nacional, criando a terra queimada onde o actual ministro pôde plantar esse eucaliptal – morabeza/book company – nefasto à ecologia literária cabo-verdiana, num modelo malsão para o diminuto mercado do livro em Cabo Verde, e para os baixos índices de leitura nacional, trazendo sub-vendedores de banha de cobra como José Rodrigues dos Santos ou Júlio Magalhães. Mas que esperar de gente cuja suprema ambição é realizar um festival de literatura sem escritores?).

Dois anos em que se convidou pessoa próxima para dirigir a Biblioteca Nacional. Dois anos em que me chegaram sinais privados e contraditórios, depois das pugnas em que me empenhei em prol da salubridade e dignidade da República, dos seus homens e mulheres, criadores ou não, mas sobretudo se criadores: uns, afiançando, em Luanda, que enquanto forem titulares da pasta o José Luiz Tavares nunca porá os pés na morabeza; outros, sussurrados tacticamente aos ouvidos de quem sabem que mos pode transmitir, dizendo que o poeta José Luiz Tavares não pode ser prejudicado. Porém, não é aquilo que se diz em privado que importa, mas o que se faz publicamente. Se a divergência é pública, a sua ultrapassagem terá que ser pública, quando e se houver condições para tal.

Preferia que tudo continuasse assim: eu, lá longe, no silêncio da minha vida, erguendo com as mãos imbuídas de mortalidade a obra que se quer perene, edificando a razão que não consente o tartamudear do espírito diante das peias deste mundo; eles no tropel e no alarido da festa, ou do que melhor lhes aprouver.

Mas vieram agora desinquietar-me com um convite insensato, extemporâneo e imprudente. Porquê? Acaso terão pensado que já estaria suficientemente amaciado e manietado para entrar no redil da festa? Teria eu razão quando alertei a pessoa convidada para dirigir a Biblioteca Nacional para as armadilhas que tal convite poderia encerrar? Agora que sabem que não danço o fandango morabi manterão a Curadora à frente dos destinos da Biblioteca Nacional? (Aguardamos, cheios de curiosidade, para ver, pois, se substituírem a Curadora, sob que pretexto for, os cabo-verdianos já estarão cientes das verdadeiras razões, e que estrangeira mão , afinal, assinou a ordem). Se foi esse o móbil escondido do convite, subestimam e ofendem as capacidades profissionais da pessoa em causa e subestimam, perigosamente, até para a sobrevivência política deles, a minha coerência e determinação.

O que mudou para pensarem que aceitaria agora o que antes recusara? O que mudou, pergunto eu? O ministro retractou-se das graves, insensatas e perigosíssimas acusações de racismo (num tempo em que tal é pasto que se incendeia e chama que se alastra ao mais pequeno sopro) feitas ao poeta José Luiz Tavares para agradar aos seus agenciadores e patronos lusos?

[Retirar ou demarcar-se dessas afirmações é a condição essencial, e ab initio, para qualquer diálogo que se queira ter comigo. Já o tinha dito reservadamente em email de resposta ao convite, mas agora deixo o desafio em público. Terão a coragem, literalmente a grande virtude, para tal? É certo que disseram que uma andorinha não faz a primavera, mas isto já está perdoado, pois serviu para me reafirmar, uma vez mais, como o condor livre e assombroso no céu da literatura cabo-verdiana, e sobretudo serviu para os meus bons amigos do bar Longam Longau — Faroba, Funa e Dju — rirem-se a bom rir, o que faz sempre bem à alma. Soubessem eles da minha predilecção por esses bichos poderiam ter dito, com mais propriedade, que um só corvo não faz uma azágua. Também já está perdoado o facto de terem dito que tinham email meu que não iriam mostrar, pois acredito que deviam estar sob o efeito dalgum grogu fedi, mas sei que não vai repetir-se porque a Igae, o Zona e o Manuel Faustino estão controlar a cena afanosa e competentemente].

A Biblioteca Nacional assumiu o papel central que deveria ter em tal tipo de evento? Os alfaiates do livro (agora companhia) foram remetidos ao papel de meros consultores, sendo necessária a sua expertise, que deveriam ter desde o início? O que contém o contrato que prende o MCIC à agora book company, sobretudo aquilo que pode não estar escrito, mas que constatamos amiúde, que é o saltitar de festa em festa, de feira em feira do livro organizadas pela companhia (vimo-lo na Póvoa de Varzim, vimo-lo em Oeiras, Viseu, Macau et alli ), sem que nada haja de legítimo ou pertinente que possa sustentá-lo ou justificá-lo?

Sei que andam com um cagaço danado que eu venha a saber, por vias que eu nunca me permitiria saber, dos cozinhados em que assenta a morabeza. Disto não quero saber, nem me permito saber, seja por que via for. Por aí podem dormir refastelados para o lado que melhor lhes aprouver. Isto é matéria para o jornalismo de investigação (vide aqui https://observador.pt/especiais/serve-um-festival-literario/ o trabalho de Joana Emídio-Marques, jornal O Observador, 20 de Março 2016), os partidos políticos, et altri.

Se tudo for lícito, legal e moral, bom para eles, e para nós também. Ainda que assim fosse, é politica e estrategicamente errado. Se o estado vai buscar o patrocínio às poucas empresas que têm a clarividência de o dar, para fazer uma festa megalómana em que o staff da organização é quase maior do que o número de escritores presentes (não me contaram, eu vi. Tiveram o azar de eu estar por perto), o que sobrará para os poucos privados que ainda se atrevem nesse domínio, revirando pedras para encontrar aquilo que não há? Ou então, no seu liberalismo táctico, porquanto o que assistimos é um centralismo e um dirigismo de que não há memória, são apenas contra o estado patrão quando este não é necessário para edificação ou sustentação duma imagem pública que se quer empreendedora, culturalmente modernaça, e a concomitante finalidade propagandística?

Não é errado investir em eventos que visem promover e dar visibilidade aos livros, aos escritores, à literatura. É o modelo que está errado: antes de se investir na festa do livro, é preciso investir no livro propriamente dito. Onde estão os editais para o livro (a única realização digna de registo do anterior ministro neste domínio) numa terra e num ministério em que há editais para tudo e mais alguma coisa? [Numa época de empreendedores e  empreendedorismo, sugiro até, já que não o conseguimos combater, um edital para o kasu-bodi, pois, como dizia um sábio e xuxanti amigo meu, o problema de Cabo Verde não é o crime organizado, mas sim o crime desorganizado. Nessa base, com os devidos rigores burocráticos, e de papel passado, ficaríamos a saber do dia, hora e local onde teríamos que entregar o corpinho ou a bolsa, não aos meliantes, a esses não, mas aos sagazes empreendedores dessa próspera indústria].

Congratulo-me com o Plano Nacional de Leitura, mas ele assenta sobre o quê? Quais são os estudos que o suportam, metas e objectivos, modelos, actores, engajamentos? Congratulo-me que a pessoa convidada (altamente qualificada no domínio do livro e da literatura) tenha aceite, mas que meios, que recursos tem ela para levar avante esta empresa gigantesca que tem repercussões em todos os domínos da nossa vida comunitária?

De que verbas dispõe o Plano Nacional de Leitura para a aquisição de livros, ou a Biblioteca Nacional para a edição de clássicos? (Se vos dissesse pensariam que eu ando a gozar-vos. Pois, um autêntico gozo, se pensarmos, à nossa escala, no rio de dinheiro que corre para os bolsos fundos da companhia). Não deveria a edição dos clássicos ser atribuída, em edital, aos privados, dado que esses são praticamente os únicos no domínio do livro a proporcionar vendas satisfatórias em Cabo Verde?

Onde as bolsas de criação para escritores, residências artísticas, mormente para os que labutam na diáspora, que lhes permitissem visitar e conhecer melhor o seu país e escrever sobre ele, como é o caso, apenas para exemplo, do presente projecto «Pátria Soletrada à Vista do Harmatão»?

Onde está o Prémio Nacional de Literatura e o incentivo à edição de novos autores, ou estes já se sacrificaram no altar das passeatas pelos palcos da morabeza, em vez de exigirem, com a pujança e a potência que a juventude pode encerrar, condições para a edição e a divulgação das suas obras?

Onde estão os suplementos literários em que se fale de livros e autores, devendo o MCIC afectar verbas (que viriam da racionalização da morabeza), através de protocolos específicos, se for o caso, mas sem a tentação de os tutelar, ou diligenciar junto das empresas para que apoiem a existência desses suplementos?

Porque não pensar no cheque-livro para aquelas famílias mais carenciadas, para quem o livro nunca será uma prioridade, mas um luxo, neste mundo ou noutros, o que também seria uma forma de garantir, indirectamente, aquele mínimo às editoras privadas que lhes permitisse continuar na sua quase impossível missão?

Onde estão as bibliotecas municipais ou de bairro, que deveriam ser a prioridade das prioridades, ao lado de um plano nacional de edição, mais do que supletivo, porque as editoras privadas não são suficientemente robustas, nem o mercado ou os hábitos de leitura são minimamente satisfatórios?

Onde estão os programas sobre livros e literatura nos meios de comunicação públicos?, essa, sim, uma intromissão útil e benigna que aplaudiriamos. Que se faça a festa, sim (que, afinal, um escritor não é de pedra nem de ferro, mesmo se, por premente e patriótica necessidade, em defesa da pátria soberana e do seu parco pecúlio, brande ferros e arremessa pedregulhos), mas só depois de satisfeitas as outras prioridades.

Não se trata, como disse atrás, apenas da existência de recursos, mas da sua urgente racionalização. Aliás, não foi este ministro que, esquecendo que as realizações intangíveis, património do espírito, não se medem por tais bitolas, declarou que por cada escudo investido deveria haver outro escudo de retorno? Mudou de opinião?

Dou o meu exemplo, não para achincalhar, mas para mostrar que é possível fazer-se com pouco, assim haja ciência e racionalidade. Por esses dias, com mil euros (110 contos), uma mala cheia de livros e a inultrapassável disponibilidade de uns quantos (obrigado Raiz di Polon, Djeff, Mano Preto, os bailarinos todos do grupo, ALTAS, IILP, Nice Kriola, José Manuel Soares, Manel di Candinho, Mário Loff, Arménio Vieira, Hermano Lopes da Silva, Danny Spínola, TCV, RTP- África, jornal A Nação, A Semana, Papelaria Neves/Livraria Arnaldo França, Liceu Domingos Ramos, e tu cujo nome não preciso de nomear), ainda que nalguns momentos tenha deparado com sérias tentativas de bloqueio de uns, até à simples bronquidão cultural ou falta de profissionalismo de outros, fiz mais festa que a morabeza com os seus milhões. (Quantos, senhores, quantos? Será que algum dia conheceremos as contas desse evento — ainda que muito daquilo que intuo possa não estar escrito — para salvagurada deles e sossego nosso?).

Ainda assim há algum cabo-verdiano digno e consciente que me achará inimigo? Quem os aconselha assim de face limpa e coração aberto, em prol da pátria soberana e imorredoura, da dignidade dos seus homens e mulheres que espalham pelas sete partidas os favos da grandeza, e inventam outro destino distante da lamúria e da decepção? Com os pergaminhos da cidadania, que não conhece o temor ou a relutância, hemos dito.

Para a lustrosa companhia (das enxúndias que vai abocanhando por todo o lado) outros ferros reservo para a estocada final.

Sei de que grande exército são eles a visível vanguarda. E que tudo papam, do húmus à fronteira, tragando pelo meio um branco no tinto, que nem lhes provoca a mais leve ressaca ou azia (pudera!); levando na leva o lev, peregrinam por essas (O)eiras sonhando acorrentar-se às correntes, até desembarcarem aqui nas plagas da infausta morabeza. Então, porque não os temo eu, mesmo lá onde exercem fundamente os seus podres poderes? Porque possuo a única coisa contra a qual nada podem: a minha liberdade e a capacidade de sofrer e criar, lá onde obram eles prodígios e festanças. Saberão eles que o meu húmus é essa livre liberdade conquistada com os ferros da renúncia, essa que apenas me cobra a palavra poeticamente empenhada, e a fronteira os limites e a potência do humano?

Aprouve-me tanto saber que rabiaram e espumaram basto quando ganhei com a obra Instruções para Uso Posterior ao Naufrágio (que Arménio Vieira, o primeiro Prémio Camões cabo-verdiano, poeta da minha alta e esclarecida predilecção, definiu como a magnum opus dil miglior fabbro da moderna poesia cabo-verdiana), o Prémio Imprensa Nacional/Vasco Graça Moura, entre cerca de 400 obras a concurso, atribuído por um júri que integrava, entre outros, o poeta e crítico Pedro Mexia, e o também poeta (hoje cardeal) e director da Biblioteca do Vaticano, José Tolentino Mendonça. Como vos atreveis, suas poias comilonas? Já que é esse o vosso único fito, ide mamar na vaca que vos expeliu, não descurando os inalienáveis e sagrados direitos da alimária, nem querendo ofender a santa mãezinha de ninguém.

Desengane-se a book company se cuida que esta terra é pertença dalgum agenciado ou capturado seu.(Bem esteve o Tober Lopes da Silva quando quiseram vendê-lo o fato estreito, mas de fundos bolsos, e o recusou). Esta terra é minha, nossa, de nós todos que a reinventamos ao preço apenas da cabeça alta, do ardor e do sangue do testemunho, que sobem pelo nosso corpo acima para nos emprestar a grandeza que sara das falhas e claudicações, e nos robustece para as infinitas pugnas, sobretudo as que o espírito empreende para perpetuidade do nosso desígnio de homens labutando entre as peias da mortalidade.

Quem por nós, se não nos empenharmos no testemunho lá onde um malte maligno conspurca as nossas límpidas visões, se não cuspirmos fogo com o sentimento de urgência quando tantos, diante da afronta, viram a face para o lado, sem que a indignação lhes salte da boca rotundamente mortal?

É outono agora nas ruas desta terra que me acolhe, onde escrevo e o coração rumina o melhor da nossa inquietação, sob a chuva banfazeja que falta aos campos do meu país. Uma doce melancolia desce pelas estantes altas, com seus solenes tomos para os quais não teremos tempo no tempo ainda da nossa vida, mas aos vendilhões deste mundo, que vão pulando entre feiras e festanças, entre terras e nações, mostraremos a navalha temível da nossa congruência, limada pela renúncia aos faustos deste tempo, evocando os mestres que nos aguardam, sorridentes e de pé, no átrio límpido da posteridade, pois que outro?

Termino estas notas madrugada alta, dia já a raiar. Vê-se bem que não li A Arte da Guerra, de Sun-Tzé. Com este texto farei mais um punhado de mortais inimigos. Mas nada tolherá a nossa disponibilidade para o enfrentamento, nada nos socializará para a resignação, pois, ética, como escreveu o filósofo Gilles Deleuze, é estarmos à altura daquilo que nos acontece. Espero apenas daqueles que me amam a compreensão da dimensão do meu destino.

 

Rinchoa, Novembro de 2019.

Nota

Enquanto tecia estas linhas, um anjo me visita numa anunciação benigna e repentina. Manuel Brito-Semedo, pastor nazareno que fora no Tarrafal da minha meninência, e cuja escola dominical eu frequentava às escondidas, devido à catolicíssima intolerância dos meus maiores (quem é este povo, que povo é este, este é o povo que vai morar no céu, lembras-te, Brito?), aparece na pantalha da televisão a malhar, com assaz libidinoso prazer e pouco cristã energia, na fracassada morabeza. Interrompo a lida assombrosa e telefono a dizer-lhe isso mesmo. Ao que ele me responde: «se cristo expulsou os vendilhões do templo com inigualável fúria!... Eu apenas sigo a bíblia». E gargalhámos por entre as ondas oceânicas, corações limpos na crítica frontal e justa, que me leva a fazer mais minhas ainda as palavras de cristo, eu que dele nem crente nem compagnon: «não vim trazer a paz, mas sim a espada».

*José Luiz Tavares é poeta e tradutor. Publicou treze livros entre 2003 e 2019. Recebeu inúmeros prémios, sendo o escritor mais premiado de sempre do seu país. Os seus poemas estão traduzidos para inglês, espanhol, francês, italiano, alemão, neerlandês, mandarim, russo, letão, finlandês, letão e catalão.

**Pátria Soletrada à Vista do Harmatão é um projecto de viagens a Cabo Verde e que há-de resultar num livro onde serão abordados aspectos paisagístico-patrimoniais, sócio-históricos, culturais, antropológicos e políticos. É um projecto que implica deslocações e permanências nas várias ilhas, e não só, mas também aos locais onde haja comunidades cabo-verdianas relevantes. Fa-lo-emos por etapas, à nossa medida, consoante a nossa disponibilidade financeira e de deslocação. Ou num período seguido de seis meses, se tivermos o apoio ou o patrocínio de entidades com responsabilidades ou interesse na matéria.

Por razões de actualidade, as partes 1,2 e 3 foram deslocadas da sequência natural ou ideal, das partes já escritas, referentes ao nosso amado Tarrafal e alguns lugares da ilha do Fogo.



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