
O navio de cruzeiro Hondius deixou o porto da Praia rumo a Tenerife, nas ilhas espanholas das Canárias onde deve chegar neste sábado. Ângela Gomes, directora nacional de saúde, garante que foi tudo feito conforme as normas da OMS e que os profissionais em contacto com os passageiros e os doentes no barco holandês foram, entretanto, colocados em quarentena.
O navio proveniente da Argentina efectuava um cruzeiro a partir de Ushuaia, na Terra de Fogo. A bordo foram declaradas suspeitas de uma doença respiratória.
Três pessoas morreram, uma continua hospitalizada na África do Sul e três pessoas foram, entretanto, transferidas para os Países Baixos, com sintomas da doença ou com diagnóstico positivo.
Em causa estaria o hantavírus e, nomeadamente, a estirpe dos Andes, que permite a transmissão entre humanos.
O navio tinha ficado em Cabo Verde, sem autorização para atracar no porto da capital, durante cerca de 4 dias, tendo deixado a zona ao largo da Cidade da Praia nesta quarta-feira à tarde, rumo à ilha espanhola de Tenerife, no arquipélago das Canárias.
Ângela Gomes, directora nacional de saúde de Cabo Verde, garantiu à agência Lusa que foi tudo feito conforme as normas da Organização Mundial da Saúde e que os profissionais em contacto com os passageiros e os doentes no barco holandês foram, entretanto, colocados em quarentena.

O navio de cruzeiros N.V. Hondiu deixou o largo do Porto da Praia após o cumprimento de todos os procedimentos definidos pelas autoridades sanitárias de Cabo Verde.
A bordo seguem 144 passageiros, todos assintomáticos e acompanhados por uma equipa de quatro profissionais de saúde, entre médicos e epidemiologistas.
Os nossos técnicos profissionais de saúde continuarão a cumprir um período de quarentena. Não houve nenhum tipo de contacto da tripulação nem de passageiros dentro do navio em si, com a terra, com o território nacional.
Portanto, o risco realmente é muito baixo, estando somente os nossos profissionais a cumprir um período de quarentena conforme os protocolos internacionais.
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