
Presidente dos EUA sugeriu enviar o porta-aviões Abraham Lincoln, que está no Irão, para a costa da ilha. Ontem, a Casa Branca anunciou novas sanções contra o governo cubano, no âmbito da estratégia “América Primeiro”, acusando Havana de se aliar a “atores hostis” aos Estados Unidos.
O presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, ameaçou novamente tomar Cuba e sugeriu enviar o porta-aviões Abraham Lincoln para a costa da ilha. O inquilino da Casa Branca afirmou que os EUA “assumirão o controlo de Cuba quase imediatamente”.
“Na nossa volta do Irão, teremos um dos nossos maiores navios… talvez o porta-aviões USS Abraham Lincoln, o maior do mundo, faremos com que ele chegue até lá, pare a uns 100 metros da costa, e eles dirão: ‘Muito obrigado, nos rendemos'”, disse Trump.
O presidente norte-americano já havia ameaçado, em diversas ocasiões, tomar a ilha pela força. Em sua opinião, Cuba tem sido “terrivelmente mal administrada” e possui um “sistema terrível”. Amealhando derrotas na sua aventura contra o Irão, Donald Trump sugeriu a possibilidade de abrir outra frente de conflito no Caribe, provavelmente para afastar as atenções sobre as humilhações a que tem sido sujeito no Médio Oriente.
Na sexta-feira, 01, a Casa Branca anunciou novas sanções contra o governo cubano, no âmbito da estratégia “América Primeiro”, acusando Havana de se aliar a “atores hostis” aos EUA.
Por sua vez, o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, reagiu nas redes sociais, afirmando que as sanções “reforçam o brutal bloqueio genocida” sofrido pela ilha. Em sua visão, a ordem executiva demonstra a “falência moral” de Trump e seu “desprezo” pelo povo norte-americano e pela comunidade internacional.
Ameaça dos EUA a Cuba
Donald Trump assinou uma alucinada ordem executiva a 13 de janeiro, declarando “estado de emergência nacional” em resposta à alegada “ameaça incomum e extraordinária” que, segundo Washington, Cuba representa para a segurança dos Estados Unidos e da região. O texto acusa o governo cubano de se aliar a “numerosos países hostis”, abrigar “grupos terroristas transnacionais” (uma imputação nunca provada) e permitir o destacamento na ilha de “sofisticadas capacidades militares e de inteligência” da Rússia e da China (outra falácia sem qualquer fundamento).
A medida surgiu no centro da escalada das tensões entre Washington e Havana, que tem rejeitado consistentemente essas alegações e alertado que defenderá sua integridade territorial. O presidente cubano respondeu que “essa nova medida demonstra a natureza fascista, criminosa e genocida de uma conspiração que se apropriou dos interesses do povo norte-americano para obter ganhos puramente pessoais”.
Recordamos que, em 07 de março, Trump anunciou que “uma grande mudança está chegando em breve a Cuba”, acrescentando que está “chegando ao fim da linha”.
Os EUA mantêm um embargo económico e comercial contra Cuba há mais de seis décadas. O embargo, que impacta severamente a economia do país, foi agora reforçado por inúmeras medidas coercitivas e unilaterais da Casa Branca.
C/Opera Mundi
Foto: DR
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