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 Filosa

O italiano (foto), de 68 anos, vai responder no seu país por corrupção e revelação de segredos do Estado. O iraniano e o paquistanês são acusados pelos EUA de tráfico internacional de droga.

Há três cidadãos estrangeiros detidos em Cabo Verde, a mando da Interpol, e que esperam a sua extradição. O Procurador-Geral da Republica, Óscar Tavares, confirmou esta quinta-feira à imprensa que o Ministério Público tem pendentes os processos de extradição dos três indivíduos, um italiano, um iraniano e um paquistanês.

Neste momento, segundo Óscar Tavares, o processo do italiano Alfonso António Colonna Filosa, de 68 anos de idade, está mais avançado, podendo ser extraditado para o seu país natal a qualquer momento. Ele era Inspector geral do Trabalho na Itália e fugiu depois de a justiça italiana lhe ter movido uma acção criminal por corrupção, extorsão e revelação indevida do segredo do Estado, tendo sido condenado por 11 anos de cadeia.

Foi capturado pela Policia Judiciária cabo-verdiana em Abril deste ano na cidade de Santa Maria, no Sal, após um mandado internacional de busca emitido pela Interpol. Aguarda a sua extradição na cadeia de Ribeirinha, em São Vicente.

Os outros dois processos referentes a um cidadão iraniano e um paquistanês, estão a decorrer nos tribunais e o Procurador-Geral da República espera que dentro do prazo estabelecido possa haver uma decisão. Enquanto isso não acontecer, os dois homens continuarão detidos e só após a conclusão do processo, o Ministério Público, enquanto autoridade central em matéria de cooperação internacional, fará as suas diligências, precisou.

Estes dois indivíduos foram detidos pela Polícia Judiciária no Aeroporto da Praia, em Maio deste ano, sob um mandado internacional por tráfico de drogas emitido pela Interpol. Estão detidos na Cadeia Central da Praia, aguardando pela sua extradição para os Estados Unidos da América, onde vão ser julgados.



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Comentários  

0 # Daniel Carvalho 24-07-2017 19:44
Então " Há três cidadãos detidos em Cabo Verde a mando da Interpol, e que esperam a sua extradição..."? Parece haver equivoco.
Senão,duas breves observações:
1ª é que a Interpol não manda na Polícia Nacional, e muito menos nos demais órgãos do poder judiciário. Nunca alguém poderia estar detido ou preso em Cabo Verde a mando de ninguém. A Interpol é um instrumento de cooperação policial internacional e não órgão de decisão.
2ª Dizer que um "preso", neste caso não poderia ser "detido" em Cabo Verde está á espera de extradição, é complicado, sobretudo quando não se conhece o processo. É que extradição é um processo complexo e que em determinadas circunstâncias, a nossa Constituição sequer permite.
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