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A Fundação Amílcar Cabral associou-se à Fundação Rosa Luxemburgo para realizar o Seminário Internacional sobre “Papel das Mulheres nos Movimentos de Libertação dos PALOP” que pretende dar a conhecer as diferentes facetas da participação de mulheres nos movimentos independentistas dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).

No evento a ter lugar na cidade da Praia de 16 a 17 de Março, os participantes vão debruçar-se mais especificamente sobre a participação das mulheres nos movimentos independentistas de Cabo Verde, Angola e de Moçambique, e incentivar a realização de mais estudos científicos sobre esta temática a partir de diferentes perspectivas e problemáticas.

Tatiana Neves, da Fundação Amílcar Cabral, explicou ao Santiago Magazine que o seminário que terá a participação de investigadores provenientes de diferentes universidades e países com trabalhos nas áreas do género, colonialismo, racismo e desenvolvimento, explica que à semelhança do que aconteceu noutros países africanos e não só, nas antigas colónias portuguesas em África, as mulheres integraram os movimentos de libertação desde os primórdios da sua criação, nos anos 50.

Durante esse tempo, as mesmas actuaram nas mais diversas frentes de luta como guerrilheiras, na clandestinidade, no secretariado, nos sectores da saúde e da educação, a nível diplomático e ao nível da direcção política.

Por isso, o seminário internacional pretende também encetar um diálogo e reflexão conjunta com investigadores de outros PALOP, ou que trabalhem a realidade destes países, de forma a promover estudos ou outras iniciativas conjuntas que possam vir a ser realizados no futuro.

Quatro temas estarão em debate, como “Anticolonialismo e Nacionalismo nas ex-colónias portuguesas em África”, proferido pelo professor do Instituto de Ciência Política de Bordéus, França, Michel Cahen e “Mulheres invisíveis: as cabo-verdianas e a luta de libertação nacional”, proferida por Ângela Coutinho da FAC e da Universidade Nova de Lisboa Portugal.

“O que o homem pode, a mulher pode. A luta pela emancipação feminina em Angola começou na luta de libertação quando as mulheres vestiram camuflado e pegaram em armas”, pela professora da Universidade Federal da Bahia, Brasil, Margarida Paredes e “A revolução das mulheres é muito pesada. Participação das mulheres na luta de libertação em Moçambique”, proferido pela professora da Universidade Eduardo Mondlane de Moçambique, Isabel Maria Casimiro são os outros dois temas.

O Seminário Internacional sobre “Papel das Mulheres nos Movimentos de Libertação dos PALOP” será uma oportunidade para a apresentação do livro “Moçambique. 1975/1985” da cineasta e jornalista moçambicana Moira Forjaz, que retrata os primeiros anos do Estado independente de Moçambique.

“Com este seminário a Fundação contribui para um maior conhecimento da história recente comum dos países de expressão portuguesa, a da luta pela independência, e do contributo fundamental das mulheres nesse processo. Com este Seminário A Fundação contribui, ainda, para a preservação da memória da luta de libertação nacional e pretende suscitar o interesse e pesquisa sobre estas temáticas”, considerou Tatiana Neves.

A sessão de abertura a acontecer no dia 17 de Março pelas 10 horas, terá as intervenções do Director Regional da Fundação Rosa Luxemburgo, Armino Smanovic, e do Presidentes da Fundação Amílcar Cabral, Comandante Pedro Pires.

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Comentários  

0 # steven 16-03-2018 12:18
Muito bla bla para alimentar o ego. Palestras, workshops, conferencias, seminaries... bla bla.
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