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Correia e Silva SV 01

O primeiro-ministro anunciou, no Mindelo, que ainda no decorrer de Janeiro o Governo vai publicar uma resolução do Conselho de Ministros que atribui pensões a vítimas de tortura do regime de partido único.

Ulisses Correia e Silva, também na qualidade de presidente do Movimento para a Democracia (MpD, poder), deslocou-se a Mindelo para presidir, na noite de sexta-feira, 11, a uma conferência/jantar organizada pela juventude do seu partido, em comemoração do 13 de Janeiro, Dia da Liberdade e da Democracia.

A pensão, justificou, é um “reconhecimento do Estado” daquilo que aconteceu na história do arquipélago e que “jamais se repetirá”.

“É justo e é merecido, a lei foi aprovada no parlamento e a pensão para cada um daqueles que foram vítimas vai ser atribuída ainda neste mês de Janeiro”, reforçou a mesma fonte.

Depois de ater-se demoradamente sobre a conquista e os ganhos do 13 de Janeiro, Dia da Liberdade e da Democracia, que juntou ao 05 de Julho, Dia da Independência, como as “maiores conquistas” da Nação cabo-verdiana, “que pertencem ao povo de Cabo Verde, e não a partidos”, Correia e Silva disse que celebrar a data é proteger e cuidar da democracia.

“Sobretudo no mundo relativamente complicado em que vivemos hoje, em que vemos o surgimento do populismo, da demagogia, do facilitismo e de atentados à democracia, temos que estar cada vez mais conscientes de que não há ganhos para sempre se não se valorizar e cuidar das conquistas”, reforçou.

Daí, sugeriu, a importância de se valorizar a história, a estabilidade e a localização geoestratégica para “fazer a diferença” através das pessoas, pois, sintetizou, não há desenvolvimento que não parta de mulheres e homens.

Em relação a São Vicente disse sentir que hoje “há diferença, há mais sentido de confiança e auto-estima”, daí afirmar não ter dúvidas de que 2020 vai ser “o ano de diferença forte” em São Vicente.

Com investimentos privados a acontecerem, enumerou, e que vão concretizar-se “em força”, com o turismo a “ganhar força”, porque o Governo “definiu colocar ilha no mapa em Cabo Verde e no mundo como destino turístico” e com o campus do mar, “que vai avançar”, para a criação de competências em São Vicente no sector da Economia Marítima, de qualificações, do ensino superior, do ensino técnico e da investigação.

Mas também, continuou, com o parque tecnológico, que se encontra em construção, para uma “aposta forte” na economia digital, e a Zona Económica Especial de Economia Marítima, “que vai arrancar”.

“Estou super convencido de que estamos no caminho certo e que vamos colocar as ilhas em situação melhor e fazer de São Vicente uma ilha de referência em Cabo Verde”, sintetizou Ulisses Correia e Silva.

Por fim lançou o desafio no sentido de cada cabo-verdiano acreditar em si e buscar soluções e resultados, pois só com “atitude positiva para fazer a diferença” se alcança o emprego, o rendimento, o crescimento e a criação de riqueza.

“Num combate de verdade e encarar de frente as dificuldades em liberdade e com dignidade, mas sem aproveitar as fragilidades das pessoas”, concluiu.

Na conferência/jantar em comemoração do 13 de Janeiro intervieram ainda o responsável local da JpD, Vander Gomes, o presidente da JpD, Euclides Silva, a coordenadora local do MpD, Maria Santos Trigueira, e o presidente da câmara de São Vicente, Augusto Neves.

Com Inforpress



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Comentários  

0 # correia alvaro 05-02-2020 10:53
populismo porque a medida foi aprovada no parlamento a muto tempo.
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0 # jose luís tavares 14-01-2020 15:10
Só não entendo que uma vez mais valem somente as propostas de 2 ilhas aí ao norte e os maltratados nas outras ilhas ficam sem reparos. É um desaforro de membros, partidos e políticos que só lutam para interesses das suas ilhas. Mas e o silêncio do políticos e jornalistas das outras ilhas? De novo é o parlamento ao norte a mandar!Viva a regionalização e autonomias!
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