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Ulisses Correia e Silva alertou este domingo para a necessidade de haver uma União Africana mais sensível às questões da insularidade e de se “fazer valer cada vez mais” às especificidades dos países insulares.

O primeiro-ministro de Cabo Verde, que participa na 32ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da União Africana, que decorre em Addis Abeba, Etiópia, falava em declarações à RFI Português.

Apelou neste sentido a uma maior sensibilidade para as especificidades e vulnerabilidades dos países insulares no que se refere às alterações climáticas, choques externos e pelo facto de serem países de pequena dimensão.

Segundo avançou a mesma fonte, o chefe do Executivo cabo-verdiano adiantou que durante o encontro iria insistir na necessidade de haver um mercado único aéreo em África, tendo sublinhado que Cabo Verde tem particular interesse nessa matéria.

“Cabo Verde tem particular interesse no mercado único aéreo em África com o facto de as conectividades serem essenciais para qualquer processo de desenvolvimento”, lê-se na publicação.

O primeiro-ministro fez também uma publicação ontem à noite na sua página oficial no facebook destacando a importância do tema do ano 2019 como sendo um tema justo, pertinente e que impõe a todos importantes desafios de desenvolvimento sustentável acelerado, com foco na qualidade de vida dos cidadãos.

Isto, reforça Ulisses Correia e Silva, num quadro de paz, estabilidade política, social e econômica, para além da solidariedade internacional e do engajamento no combate contra o populismo e o nacionalismo exacerbado.

“Iniciamos a 32ª Sessão Ordinária da Conferência dos Chefes de Estado e do Governo da União Africana, de uma forma extremamente positiva. Vários momentos positivos marcaram a cerimónia de abertura, particularmente o lançamento do tema do Ano 2019: “Refugiados, Retornados e Deslocados Internos: Rumo a soluções duradouras para a deslocação forçada em África”, lê-se na publicação.

O segundo dia da cimeira continua esta segunda-feira, conforme adianta o primeiro-ministro, com vários relatórios sobre questões específicas e “importantes” da agenda da Reforma Institucional da União Africana serão apreciados, no âmbito da 32ª Sessão Ordinária da Conferência dos Chefes de Estado e do Governo da União Africana.

No decorrer do evento, o chefe do Executivo cabo-verdiano fará duas intervenções: uma sobre o Mercado Único de Transporte Aéreo Africano (MUTAA) e outra relacionada com as vulnerabilidades do Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento.

A 32ª Cimeira de Chefes de Estados e de Governo da União Africana arrancou hoje. Esta manhã, o chefe de estado egípcio Abdel Fattah al Sissi recebeu do ruandês Paul Kagame a presidência rotativa da organização pan-africana.

O dia começou com uma reunião à porta fechada entre os chefes de Estado e de Governo, com a questão da zona de comércio livre no continente africano em cima da mesa.

A participar na cimeira encontra-se igualmente Filipe Nyusi, Presidente de Moçambique, Jorge Bom Jesus, primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe, Manuel Augusto, Ministro das relações Exteriores de Angola e João Butiam Có, ministro dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau.

A União Africana reúne-se pelo menos duas vezes por ano em Sessões Ordinárias Estatutárias nomeadamente o Comité dos Representantes Permanentes, Conselho Executivo, Assembleia dos Chefes de Estado e do Governo e quantas vezes forem necessárias, em Sessões Extraordinárias.

A União Africana (UA) é a organização internacional que promove a integração entre os países do continente africano nos mais diferentes aspectos. Cabo Verde integrou a lista de países membros da referida organização em 18 de Julho de 1975.

Fundada em 2002, em substituição à antiga Organização da Unidade Africana, a UA ajuda na promoção da democracia, direitos humanos e desenvolvimento econômico em África tendo o sul-africano Thabo Mbeki sido o primeiro presidente da organização.

A UA visa acelerar a integração socio-económica do continente africano e promover a solidariedade entre os Estados-Membros, tentando assim responder aos novos desafios e desenvolvimentos políticos, económicos e sociais que se colocavam à África e ao Mundo. O Acto Constitutivo da União Africana foi assinado a 11 de Julho de 2000, em Lomé, Togo.

Com Inforpress



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