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Confrontos entre a polícia e apoiantes da oposição que protestam contra a vitória de Uhuru Kenyatta já provocaram mortos. Ministro do Interior chama-lhes "criminosos" negando violência por parte da polícia.

As forças de segurança quenianas mataram pelo menos 11 pessoas nos confrontos com os manifestantes que protestam desde o início deste sábado, 12, contra os resultados das eleições de terça-feira passada, reporta a agência Reuters.

Os apoiantes do candidato derrotado, Raila Odinga, líder a coligação NASA, têm insistido em manifestar a sua raiva perante a reeleição de Uhuru Kenyatta, que foi oficialmente reconhecido vencedor na sexta-feira.

Insistindo que houve fraude na votação, dezenas de pessoas têm provocado desacatos na cidade ocidental de Kisumu e em bairros de lata suburbanos da capital. Segundo informação da polícia à Reuters, chegaram à morgue central de Nairobi os corpos de nove homens jovens abatidos no bairro de lata de Mathare durante uma operação anti-pilhagem.

Uma rapariga foi também mortalmente atingida pelos tiros esporádico da polícia em Mathare, uma zona da cidade fiel ao líder da oposição, que classificou os escrutínios como “uma charada”.

Além destas mortes, autoridades do hospital central de Kisumu disseram ter tratado 26 pessoas desde sexta-feira à noite, incluindo quatro atingidas por balas e outras espancadas pelas forças de segurança.

O ministro do Interior, Matiang'i, negou as acusações de brutalidade por parte da polícia declarando: "Sejamos honestos, não há manifestações. Há é indivíduos ou gangues que andam a pilhar lojas e a pôr em perigo a vida das pessoas. Isto não são manifestações!", disse aos jornalistas.

A violência pós-eleitoral reflete as tensões étnicas que dividem o Quénia, uma nação de 45 milhões de cidadãos que é o coração comercial da África Oriental.

Com Expresso (PT)



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