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Rogério Favreto, juiz de serviço do Tribunal Federal da Quarta Região (TRF-4) do Rio Grande do Sul, Brasil, voltou a ordenar que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja libertado da prisão neste domingo.

Ao início da manhã Rogério Favreto havia determinado que o antigo chefe de Estado fosse solto, mas a decisão foi contestada por dois magistrados: Sérgio Moro, que condenou Lula da Silva em primeira instância, e por João Pedro Gebran Neto, juiz relator do caso no TRF4.

A nova ordem dada por Rogério Favreto diz que Lula da Silva deveria ter sido libertado até uma hora depois da decisão, tomada por volta das 16:12 (18:12 Cabo Verde).

O prazo já foi ultrapassado, mas o ex-presidente permanece preso na sede da polícia federal na cidade de Curitiba.

Rogério Favreto manteve a sua decisão com base no argumento de que Lula da Silva tem intenção de disputar as eleições e não teria igualdade de condições em relação aos outros candidatos já que não pode conceder entrevistas ou participar em debates políticos dentro da cadeia.

O antigo chefe de Estado brasileiro aparece à frente de todos os seus adversários nas sondagens de intenção de voto sobre as próximas presidenciais do Brasil, que acontecem em outubro.

Atualmente, Lula da Silva cumpre uma pena de 12 anos e um mês de prisão condenado pelos crimes de corrupção e branqueamento de capitais após sido considerado culpado de ter supostamente recebido um apartamento no litoral de São Paulo como pagamento de ‘luvas' da construtora OAS para favorecer a empresa em contratos com a Petrobras.

Com Lusa



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