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Ameenah Gurib-Fakim é acusada de ter usado um cartão bancário, fornecido por uma ONG do angolano Álvaro Sobrinho, para fazer compras pessoais no valor de 25.000 euros.

A Presidente da República da Maurícia, Ameenah Gurib-Fakim, envolvida num escândalo financeiro que implica também o milionário angolano Álvaro Sobrinho, vai demitir-se após as cerimónias do 50.º aniversário da independência a 12 de março, anunciou, esta sexta-feira, o primeiro-ministro, Pravind Jugnauth.

“A Presidente da República disse-me que vai demitir-se das suas funções. Chegámos a acordo sobre a data da saída, mas não podemos ainda anunciá-la”, declarou Jugnauth à imprensa, considerando ainda que “em primeiro lugar está o interesse do país”.

A saída da única mulher chefe de Estado em África ocorrerá “pouco depois das celebrações do 50.º aniversário da independência”, a 12 de Março, e antes do reinício dos trabalhos no Parlamento, no final do mês, adiantou.

Ameenah Gurib-Fakim, 58 anos, ocupa desde Junho de 2015 a função honorífica de Presidente da República da Maurícia, tendo sido a primeira mulher a ocupar o posto no país. Bióloga reconhecida internacionalmente, Gurib-Fakim tem sido alvo de pressão, devido a acusações de que utilizou um cartão bancário fornecido por uma organização não-governamental para fazer compras pessoais.

O caso foi revelado há 10 dias pelo jornal local Express, que publicou documentos bancários. Segundo o diário, a ONG em causa é o Planet Earth Institute, financiada pelo milionário angolano Álvaro Sobrinho, que está a ser investigado por suspeitas de irregularidades em Portugal.

O Express indicou que Gurib-Fakim utilizou o cartão para fazer compras no estrangeiro no valor de, pelo menos, 25.000 euros. A República da Maurícia tem o estatuto de observador associado da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

Com Lusa



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Comentários  

0 # Teófilo Alcantra 12-03-2018 08:55
Não obstante ela ter praticado um ato pouco ético para a sua função, ela reconhece que falhou e pede demissão. As Maurícias e as Seychelles são duas repúblicas exemplares no contexto Africano. Bons exemplos a serem seguidos em todos os domínios. Cabo Verde tem sim conseguido obter alguns ganhos ao longo destes quase 43 anos de independência mas ainda há um longo e árduo caminho a percorrer porque para muitos, infelizmente, os interesses partidários estão sempre à frente dos do País.
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0 # tvu 11-03-2018 16:12
O vice de CV, devia fazer o mesmo...
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0 # Flor di Bila 11-03-2018 15:11
Olavo Correia devia aprender e seguir o exemplo.
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+1 # Toy 10-03-2018 14:39
O presidente da Agencia Maritima e Portuaria devia fazer o mesmo. Depois do escandalo do funcinario transferido da ANAc.
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