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Os três juízes do tribunal de segunda instância decidiram aumentar a pena de 9 anos e seis meses de prisão para 12 anos e um mês.

Juiz relator João Pedro Gebran Neto lembrou que argumentos da defesa de Lula da Silva já foram rejeitados e apoiou a decisão do juiz Sergio Moro na primeira instância. Depois de Gebran, que pediu ainda o aumento da pena de 9 anos e 6 meses para 12 anos e um mês, o juiz revisor do caso, Leandro Paulsen, está a seguir a mesma linha de argumentação e deu o segundo voto a confirmar a condenação de Lula. E votou também pelo aumento da pena. Só falta votar o juiz Victor Laus.

Presidente do Brasil entre 2003 e 2011, Lula começou a seguir o julgamento em casa, em São Bernardo do Campo, tendo entretanto seguido para o Sindicato dos Metalúrgicos.

Em Porto Alegre, cidade onde o julgamento está a acontecer, centenas de manifestantes concentram-se desde segunda-feira perto da sede do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF4), que analisa o recurso.

Lula da Silva, um dos líderes mais populares do Brasil, responde num julgamento na segunda instância que decidirá se mantém sua condenação em primeira instância pela prática dos supostos crimes de corrupção e branqueamento de capitais.

Neste processo, o ex-sindicalista foi acusado de ter recebido um apartamento de luxo na cidade do Guarujá como suborno da construtora OAS, que em troca teria sido favorecida em contratos firmados com a Petrobras.

O julgamento definirá o futuro de Lula e poderá influenciar o desenvolvimento do processo político brasileiro antes das eleições presidenciais de Outubro, nas quais o ex-presidente pretende apresentar-se como candidato do Partido dos Trabalhadores (PT).

Lula lidera todas as sondagens sobre as eleições até agora, mas uma eventual ratificação da sentença poderá impedi-lo de ser candidato.

Com Lusa



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