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Por: Joaquina Almeida

 Joaquina UNTC CS

A UNTC-CS e oito sindicatos de Santiago estão a organizar uma manifestação de trabalhadores para o próximo dia 11 de janeiro com o objetivo de chamar a atenção das autoridades para a situação laboral caótica, o desemprego jovem e a necessidade urgente de reposição do poder de compra dos trabalhadores. É de se notar que a situação laboral em Cabo Verde vai de mal a pior. Temos um desemprego jovem elevadíssimo, o que significa que quase metade dos jovens em idade ativa não têm trabalho, o que constitui um cenário triste e desanimador. Essa ausência de ocupação juvenil tem dado asas para vários males sociais que seriam evitados ou, se não, minimizados, com uma ocupação útil e remunerada dos jovens.

Um outro problema crítico e crónico, ao qual o Governo tem feito vista grossa é a não reposição do poder de compra dos trabalhadores cabo-verdianos que desde 2011 tem sido ignorado. Esse facto tem prejudicado sobremaneira os trabalhadores e seus dependentes. Há ainda outros problemas que também são dignos de realce: despedimentos sem justa causa, promoções baseadas em favores políticos e nepotismo, assédios nos locais de trabalho, incumprimento dos acordos rubricados no ACE e desrespeito pelas instituições sindicais.

Todos esses problemas acontecem, quando diariamente ouvimos dos governantes que o país está bem, que há dinheiro, que há crescimento económico e que a inflação está controlada. Tudo isso parece paradoxal diante de tantos problemas por que passam os trabalhadores. Daí que perguntamos, se há crescimento porque é que isso não abrange também os trabalhadores? Os trabalhadores estão cansados e o desânimo vai-se alastrando tanto na juventude como nas idades mais avançadas.

Uma simples análise do movimento populacional permite-nos constatar que o despovoamento é hoje uma realidade bem visível nas zonas rurais porque o sufoco do desemprego aliado à ausência de chuva vai tornando o campo deserto e improdutivo. O fosso entre os ricos e os pobres se alarga. É tempo de se travar essas tendências nefastas.

Por isso, estas são as razões para no dia 11 de janeiro, sábado, numa manifestação pacífica a partir da rotunda do Centro Social 1º de Maio (10h) até ao Largo do Estádio da Várzea, se sair à rua de bandeiras ao alto e gritar por um Cabo Verde melhor e justo com mais e melhor emprego, mais e melhores condições de vida no trabalho.

Somos de opinião que todos sem exceção, trabalhadores, reformados, camponeses, operários, licenciados, profissionais liberais, técnicos diversos, estudantes, desempregados, domésticos, devem sair à rua e fazer valer os seus direitos.



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