Pub
Por: Geraldo Almeida

Exmºs Senhores, 

Na sequência da noticia inserta no vosso jornal com o título em epígrafe, na qualidade de Advogados da Familia António Gomes Barbosa e a pedido da mesma, solicitamos a agradecemos que seja publicado no mesmo lugar e com os mesmos caracteres, a titulo de direito de resposta, o texto que ora se junta. 
Com os melhores cumprimentos
Geraldo Almeida

 geraldo almeida

*O CASO DOS TERRENOS DA PRAIA. DÁ PARA FICAR CALADO?

Na sequência da noticia publicada no vosso jornal relativa ao assunto em epígrafe vem a família ANTÓNIO GOMES BARBOSA esclarecer o seguinte: 

1. Afirma-se na noticia em epígrafe que a Câmara Municipal cedeu à Sociedade SIBAFIL uma larga quantidade de terrenos em FONTON, a troco de um conjunto de empreendimentos de infra-estruturação que a referida Firma tem vindo a realizar nessa localidade.

2. Estranha-se semelhante negociata, pois, ao que se saiba o Município da Praia não tem quaisquer terrenos em FONTON.

3. Como se pode comprovar da escritura que ora se junta, a referida propriedade foi adquirida por ANTONIO GOMES BARBOSA em 1965, facto que é do conhecimento de toda a população da Praia que conhece a referida localidade como TERRENO DE ANTONINHO MIJOTA.

Registo1

Registo2

registo3

4. As indicações apresentadas pelos Serviços Geográficos e Cadastrais, de há longa data, não deixam quaisquer dívidas sobre as reais delimitações da referida propriedade. Dizem claramente que a referida propriedade tem 8 marcos e indicam onde cada marco se encontra colocado. Junta-se igualmente essas indicações para esclarecimento de todos os interessados.

5. Os Herdeiros de António Gomes Barbosa já se habilitaram e hoje a propriedade se encontra registada em nome de 11 herdeiros.

6. O Muncipio da Praia participou em todo o processo de habilitação, recebeu as taxas e emolumentos devidos e fez as correspondentes alterações no registo matricial, alterações essas que já se encontram igualmente inscritas no registo predial em nome dos referidos herdeiros. Juntamos igualmente para conhecimento do público cópia da referida certidão matricial devidamente atualizada.

7. A família GOMES BARBOSA tem vindo a receber o contacto de diversos interessados que pretendem realizar investimentos no referido local, investidores esses que já foram recebidos pelo Sr. Presidente da Câmara Municipal da Praia, Dr. Óscar Santos quem, em nenhum momento informou a esses interessados que os terrenos em causa pertencem ao Município e que deve ser ao Município que deverão apresentar as suas pretensões.

8. A família GOMES BARBOSA estranha, portanto, a Deliberação da Assembleia Municipal da Praia, que, aliás, desconhecia, a “oferecer”, conforme a noticia inserta no vosso jornal, 195.000 m2 dos terrenos de FONTON à firma SIBAFIL, assim como estranha o comportamento inqualificável da Câmara Municipal da Praia que, do mesmo modo que vai se arrogando dona do referido terreno e vai fazendo negociatas com o mesmo, vai, do mesmo passo, recebendo os herdeiros e as pessoas com quem os herdeiros pretendem contratar, revelando um baixo nível de relacionamento entre a Administração local e os particulares.

9. Todavia, porque a Administração local tem que atuar com boa-fé no seu relacionamento com os munícipes, a família GOMES BARBOSA desafia o Município da Praia a fazer como ela acabou de fazer agora: venha à praça pública exibir os papéis que demonstram que é dona da referida propriedade e não esteja a escudar-se por detrás do seu poder para arrogar direitos que não tem.

10. Do contrário pede ao Município, que devia ajudar a família a proteger a sua propriedade, que não lhe perturbe nos seus direitos e esqueça de vez quaisquer pretensões sobre FONTON porque já devia saber que a família está disposta a defender os seus direitos até às últimas consequências. Que o Município não se acobarde! Venha mostrar aos cabo-verdianos que direitos detém sobre a propriedade de FONTON, visto que a Deliberação nada demonstra a não ser papéis fabricados pelo próprio Município.

11. À SIBAFIL a família de António GOMES BARBOSA informa que o Município lhe deu gato por lebre e, portanto, esqueça igualmente quaisquer pretensões sobre FONTON e que a única pretensão que pode reclamar é sobre o gato que lhe foi dado por lebre.

12. Inqualificável e vergonhoso esta classe relacionamento entre o Município e os seus munícipes em que o Município fica de olho nas coisas que pertencem aos seus munícipes.

13. Inqualificável!



APOIE SANTIAGO MAGAZINE. APOIE O JORNALISMO INDEPENDENTE!

A crise na imprensa mundial, com vários jornais a fechar as portas, tem um denominador comum: recursos financeiros. Ora, a produção jornalística, através de pesquisas, entrevistas, edição, recolha de imagens etc. Tem os seus custos. Enquanto está a ler e a ser informado, uma equipa trabalha incessantemente para levar a si a melhor informação, fruto de investigação apurada no estrito respeito pela ética e deontologia jornalisticas que caracterizam a imprensa privada, sobretudo.

Neste momento em que a informação factual é uma necessidade, acreditamos que cada um de nós merece acesso a matérias precisas e de interesse nacional. A nossa independência editorial significa que estabelecemos a nossa própria agenda e damos nossas próprias opiniões. O jornalismo do Santiago Magazine está livre de preconceitos comerciais e políticos e não é influenciado por proprietários ou accionistas ricos. Isso significa que podemos dar voz àqueles menos ouvidos, explorar onde os outros se afastam e desafiar rigorosamente aqueles que estão no poder.

Portanto, se quiser ajudar este site a manter-se de pé e fornecer-lhe a informação que precisa, já sabe que toda contribuição do leitor, grande ou pequena, é tão valiosa. Apoie o Santiago Magazine, da maneira que quiser, podendo ser através da conta nº 6193834.10.1 - IBAN CV64 000400000619383410103 – SWIFT: CANBCVCV - Correspondente: TOTAPTPL - Banco Caboverdeano de Negócios - BCN, ou por meio deste dispositivo do PayPal.


APOIE SANTIAGO MAGAZINE. APOIE O JORNALISMO INDEPENDENTE!

Comentários  

0 # Agusto Bela 20-09-2019 20:33
Aqui temos as provas das minhas reclama-ções dos terrenos dos meus grandes Parentes em São Tomé Portete,na Cidade da Praia comprado por mais tres pessoas todas da raça Branca com os falços documentos.Dois desses bandidos com ajuda dos bandidos Cabo-verdianos que comprarem esse terreno sei seus nomes.Um é Portugues de nome Ramiro dos Santos Lopes,e o outro de nome Cabrera natural das Ilhas das Canarias com uma impresa de nome AFRICATUR que não sei se ele bem declarado ao Estado,vistos que tem tem muitas cuberturas dos grandes mandões das Ilhas de Cabo Verde.E perguntem a esses dois bandidos Brancos quem tem o verdadeiro registo desse terreno? Essa pouca vergonha tem que acabar nem que seja com um raio divino que esses malfeitores esfomiados fiquem em cinza.Abaixo todos os poderes d
dos mandões Cabo-verdianos!
Responder
+3 # SÓCRATES DE SANTIAGO 18-07-2019 14:42
Estamos numa verdadeira MÁFIA DE TERRENOS aqui na PRAIA MARIA. O caso relatado pela Senhora Maria Silva é a mais pura verdade. A Câmara Municipal da Praia diz que os terrenos da zona de Palmarejo pertencem ao senhor Fernando Sousa, cidadão português cujo representante legal é o Senhor Advogado Arnaldo Silva, mais conhecido por Naná. A Câmara da Praia dá, em regime aforamento, o lote de terreno para a construção a um cidadão, este paga as taxas de aforamento e o iup àquela, mas, se resolver comprar o referido lote de terreno, terá de o fazer no português Fernando Sousa através do escritório do senhor Naná no Plateau. O Senhor Advogado Geraldo Almeida, autor do livro O CÓDIGO DA TERRA, conhece bem este caso. Verdade ao seu dono, apenas o Advogado VIEIRA LOPES se preocupou em denunciar esta bagunça de terrenos no Município da Praia, o que ele tão bem denomina A MAIOR MÁFIA DO TERRENO EM CABO VERDE, título também de um livrinho seu.
Responder
+2 # Maria silva 17-07-2019 23:19
Pura verdade,inqualificável o trabalho da câmara . Estou indignada com essas negociatas. Comprei um lote de terreno em palmarejo Praia no Verissimo ex presidente da bolsa de valores . A compra foi feita legalmente pelo cartório da praia e o registo predial na conservatória . Tenho certidão matricial passada pela câmara ,IUP pago e todos os impostos pagos até 2019. Entretanto a câmara recusa consider-me licença para construção alegando que o referido lote pertence a um outro proprietário .A minha questão é: onde é que se deve ir em Cabo Verde para se fazer um negocio credível ? o senhor Geraldo Almeida conhece muito bem este caso. Aproveito para afirmar que estou disposta a defender os meus direitos até as ultimas consequências .
Responder
+5 # Atento sen djobi pa 13-07-2019 19:02
Aliás, a pratica nos tem ensinado que a sina do PAICV é construir, desenvolver e melhorar para a maldição ventoinha destruir e agravar. O Movimento para a Destruição (MpD) o seu lema é vender e vender tudo, para ter dinheiro e enriquecer os umbigos dos melhores filhos desse partido/movimento.

Para os ventoinas quando pior melhor. Não se preocupam com as reivindicações e nem com o padecimento dos cabo-verdianos, são piores que alguns partidos de direita radical da europa. Não lhes importam a parte social e humana da população. É de uma malignidade terrível e de alguma amnésia frustrante quando percebemos que a vontade do rabentolismo é contagiar e envenenar aos nossos conterrâneos, em especial aqueles que vivem na terra longe, incitando-lhes um sentimento de ódio, rancor e desilusão para com aqueles que fizeram das intempéries e dificuldades força, recursos e esperança de uma vida melhor nessas ilhas afortunadas
Responder
0 # Marito 15-07-2019 09:02
O Sr Advogado já nos habituou com essas tiradas e com NEGOCIATAS. Desta vez aconselho o Sr a investigar mais profundamente sobre o terreno que aqui diz pertencer ao Sr ANTONINHO MUJOTA. O SR advogado nunca viveu na Praia, não conhece a história desses terrenos e nem da ocupaçao dos mesmos e, por isso, devia ir mais longe na sua investigaçao. Por acaso o SR Advogado sabe que parte do terreno que diz pertencer ao Sr Antoninho Mojota pertence a um tal senhor de Nome MARTINHO RAMOS MORENO? o referido terreno foi reclamado á Camara Municipal da praia em 1995 e até hoje aguarda-se uma resposta. Esse terreno foi ocupado durante longos anos de forma pacifica e publica e com o reconhecimento do SR Antoninho Mujota. Estamos serenos e tranquilos. A Nossa propriedade será defendida até as ultimas consequencias. Estamos dispostos a convocar todos os achadenses conhecedores dessa história a sairem á rua em favor do sr MARTINHO RAMOS MORENO. À Camara Municipal aconselhamos muito juizo porque a ganancia pode ser perigosa e pode inclusivamente conduzir as pessoas para caminhos errados. Muita calma!!!!!! DISSE
.
Responder