Pub
Por: David Veiga

david veiga 1 400 649

Imputar um crime de roubo ou desvio de dinheiro de clientes numa instituição bancária é grave, sem dúvida, para qualquer funcionário, mas importa questionar como é possível o BCA permitir que tal tenha sucedido durante dois anos seguidos sem tomar fé? Resposta, falha na supervisão, que, por arrastamento, denota incompetência dos superiores bancários.

Como se sabe, é o DSI (Divisão de Sistema Informático) a quem cabe essa tarefa de antever irregularidades do tipo e pôr cobro em tempo e hora, de modo a evitar prejuízos irreparáveis para o banco, tanto financeiramente, quanto ao nível da sua imagem externa. Ora, quando se trata de dinheiro dos clientes a situação piora estrondosamente e o banco sai bastante beliscado.

Ademais, e segundo dizem a Polícia Judiciária e o próprio BCA, que apresentou queixa contra Rosangela Semedo - a funcionária em causa -, os 35 mil desviados da conta dos clientes foram feitos durante dois anos! Se assim for, parece óbvio que o DSI mostrou ineficácia e incompetência. Ou foi propositado?

Esta pergunta tem toda a lógoca: É que noutras situações conhecidas do público esse departamento conseguiu detectar anomalias e ilegalidades supostamente cometidas por outros gerentes - como em Santo Antão, Fogo ou São Domingos, em que houve inclusive suspensões dos referidos individuos - imediatamente após terem sido alegadamente consumados esses actos. No caso da Rosângela, os desvios demoraram dois anos (2017 a 2019) sem que a mesma tenha sido apanhada pelo serviço que tem por missão detectar essas situações. De tal forma que a ela é suspeita de subtrair da conta dos clientes do BCA nada mais nada menos que 35 mil contos, montante elevadissimo para uma só pessoa desviar, ainda que em pequenas fracções. E pelo que sei e conheço da pessoa, a Rosângela é uma das melhores funcionárias do BCA, terá cometido este deslize, talvez, por erro de cálculo. Não a posso julgar, nem condenar, sem prova, mas a minha crença, ou quiçá, convicção é de que a haver tal desvio para benefício próprio é pouco provável.

Posto isto, devo concluir que houve incompetência ou falta de zelo dos responsáveis do DSI, a ponto de deixar arrastar durante 670 dias desvios regulares de dinheiro que não é do banco, obrigando a instituição a ter ressarcir os clientes visados, enquanto espera pela punição judicial da funcionária suspeita.

E os da DSI não mereciam igual castigo, por permitirem um escândalo desses na sua barba cara? A justiça muitas vezes é ingrata, mas parece pouco crível que a sub-gerente do balcão do BCA do Palmarejo tenha feito tudo sozinha durante dois anos sem que ninguém dentro da instituição (supervisores e sobretudo) tenha se apercebido desses desvios.

Se assim for, convenhamos então, o BCA não inspira confiança para ninguém depositar lá o seu dinheiro. E quem deveria transmitir essa confiaça é o próprio BCA, que deve apostar em pessoas sérias para os cargos de responsabilidade como supervisão.

Bastasse isso, hoje o BCA não estaria obrigado a devolver 35 mil contos aos clientes que nada têm que ver com o mau desempenho dos seus colaboradores de topo.

 



APOIE SANTIAGO MAGAZINE. APOIE O JORNALISMO INDEPENDENTE!

A crise na imprensa mundial, com vários jornais a fechar as portas, tem um denominador comum: recursos financeiros. Ora, a produção jornalística, através de pesquisas, entrevistas, edição, recolha de imagens etc. Tem os seus custos. Enquanto está a ler e a ser informado, uma equipa trabalha incessantemente para levar a si a melhor informação, fruto de investigação apurada no estrito respeito pela ética e deontologia jornalisticas que caracterizam a imprensa privada, sobretudo.

Neste momento em que a informação factual é uma necessidade, acreditamos que cada um de nós merece acesso a matérias precisas e de interesse nacional. A nossa independência editorial significa que estabelecemos a nossa própria agenda e damos nossas próprias opiniões. O jornalismo do Santiago Magazine está livre de preconceitos comerciais e políticos e não é influenciado por proprietários ou accionistas ricos. Isso significa que podemos dar voz àqueles menos ouvidos, explorar onde os outros se afastam e desafiar rigorosamente aqueles que estão no poder.

Portanto, se quiser ajudar este site a manter-se de pé e fornecer-lhe a informação que precisa, já sabe que toda contribuição do leitor, grande ou pequena, é tão valiosa. Apoie o Santiago Magazine, da maneira que quiser, podendo ser através da conta nº 6193834.10.1 - IBAN CV64 000400000619383410103 – SWIFT: CANBCVCV - Correspondente: TOTAPTPL - Banco Caboverdeano de Negócios - BCN, ou por meio deste dispositivo do PayPal.


APOIE SANTIAGO MAGAZINE. APOIE O JORNALISMO INDEPENDENTE!

Comentários  

0 # BadiuPT 05-07-2019 10:00
Jovem abo é amigo de Rosangela e bu cre tirar culpa pamodi?? Ago principal culpado é DSI?? É supervisão?? Principal culpado é ladra ki tira dinheru. A seguir, muito la longe tem kes otus cuzas... Dexa troça e dexa de branqueia roubo de bu amiga! Haja lata!!
Responder
0 # ? 04-07-2019 11:16
DSI??? Quanta ignorância!
Responder
+1 # Pat Santos 30-06-2019 19:37
Sim BCA tem gabinete de auditoria mas problema na nos terra sempre tem pessoas sem competencia ki ta ocupa kes posto e responsabilidade e não sabem trabalhar. Gerente tem de conferir todo dia diarios de movimentos e tudo mes e tudo ano tem fecho de conta da parte da contabilidade. Culpa e geral e do BCA tantos os administradores ate os gerentes.
Responder
0 # Xpto 30-06-2019 17:34
Porque o Dsi entra hsitoria, o trabalho dos informaticos não é fiscalizar os funcionario mais desenvolver e manter soluçoes tecnologicas. O BCA nao tem um gabinete de auditoria, nao tem procidementos, nao faz fechos de contas ? Para detetar isso .....
Responder
0 # Atento 30-06-2019 10:24
Gora q psuda, casta d conclusão é ess moss??? Quer dizer alguém desvia 35 mil pau, mas não é parabenefício proprio? A responsabilização é do banco. Tud és acontecimento li é pa mostra todo o blá, blá, blá de segurança de tud ês bonq, mas mesmo assim ês t continua t ser o melhor lugar pa guardá quel TUTU, é assim ou nem assim?
Responder