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Por: Janira Hopffer Almada

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Hoje, comemoramos o Dia do Professor Cabo-verdiano!

Momento de render homenagem e projectar o futuro com que todos sonhamos!

Para que o aproveitamento dos fatores diferenciadores e das dinâmicas económicas de modernização possam ter reflexo acrescido na criação de emprego, é fundamental intensificar a preparação da população cabo-verdiana para os desafios da sociedade do conhecimento, a níveis de competência elevados, instituindo a aprendizagem ao longo da vida para todos, bem como uma aposta generalizada no desenvolvimento científico e tecnológico, para que possa haver a devida apropriação e socialização técnica, organizacional, gerencial (institucional) e pessoal do processo de desenvolvimento, bem como para que haja permanente diálogo das dimensões política e técnica do processo decisório.

O cabo-verdiano de 2030 deverá ser um cidadão empreendedor, com um elevado nível de educação e de formação, com competências sociais, comunicativas, (domínio das línguas estrangeiras), científicas, estéticas/expressivas e instrumentais comparáveis internacionalmente, que lhe permitam construir a sua trajectória escolar, profissional e de vida, contribuindo ativamente para a melhoria contínua dos padrões de competitividade do país para enfrentar os desafios do desenvolvimento económico e social, num mundo global em rápida transformação.

Neste Dia do professor Cabo-verdiano, a maior homenagem que podemos render aos Profissionais desta área é projectar Cabo Verde nestes novos tempos e agir para alcançarmos o nosso sonho!

As tecnologias de informação e comunicação são dos novos tempos e das novas gerações, ansiosas das inovações para o aproveitamento das vantagens que as mesmas proporcionam para fomentar o investimento nacional e atrair o investimento externo, em que os setores público e privado, de acordo com o papel e funções que lhes são próprias, promovam as mudanças que se impõem, incorporando as tecnologias avançadas no quotidiano dos cidadãos e businesses em geral.

Como componente da sociedade do conhecimento, devemos desenvolver a sociedade de informação que fará com que a governação eletrónica e a digitalização estejam mais próximas dos cidadãos e acessível a todos, e façam surgir novas oportunidades económicas, com capacidade para inovar e incrementar a qualidade de vida.

É preciso continuar a promover a massificação e a utilização das tecnologias de informação, a alinhar os serviços da governação com as necessidades dos cidadãos e das empresas, a potenciar o desenvolvimento económico e a inovação, a capacitar os jovens para responderem às necessidades do mercado e fazerem emergir um forte tecido empresarial.

Defendemos, sim, uma economia baseada no conhecimento, capaz de competir no mundo cada vez mais globalizado, e, por isso mesmo, defendemos que já é momento de adoptarmos um Plano Nacional para a Ciência, Inovação, Tecnologia e Empreendedorismo, envolvendo o Estado, as Universidades e Centros de Investigação, e o setor privado empresarial.

O objetivo é desenvolver planos de ação para melhorar a capacidade da Nação para inovar dentro dos Setores da nova Agenda Económica que se impõe e para facilitar a investigação aplicada e a participação nas redes internacionais de Investigação.

A nossa visão do sistema de educação e formação é a de um sistema integrado, de qualidade, inclusivo, promotor do empreendedorismo e da criatividade, e sustentável, e nele deverão participar, de forma ativa, o Estado (central e local), as empresas, as famílias e as associações da sociedade em geral.

Por tudo isso, e se fossemos nós a governar, adotaríamos um conjunto de medidas de políticas de médio e longo prazo que contribuiriam para a adequação do sistema às perspetivas e necessidades do desenvolvimento económico e social do país, assentes na qualidade, inclusão, empreendedorismo, inovação e sustentabilidade.

O recurso natural mais importante que temos como Nação é o nosso povo!

Estando hoje ganha a batalha do acesso ao ensino, urge enfrentar os novos desafios do sector educacional, que consiste em garantir a alta qualidade do ensino, e assegurar que o nosso sistema escolar está a produzir os pensadores, líderes, inovadores e empreendedores de que precisamos.

Só valorizando a nossa Classe Docente – como a Classe de Profissionais responsável pela formação de todos os demais profissionais - só criando as condições necessárias para a sua permanente e contínua formação e só reforçando a dignificação do exercício da sua profissão, estaremos trabalhando para a preparação dos pensadores que o País precisa!

Enfim, Isso é fundamental para a nossa capacidade de acelerar o processo de transformação sócio-económica e alcançar a nossa visão de construirmos, na nossa Terra, a Terra com que todos sonhamos!

Artigo publicado pela autora, Janira Hopffer Almada, no facebook



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Comentários  

0 # carlosgomes 25-04-2019 19:16
Para Arena critica,

Concordo plenamente com a tua opiniao. Gostaria de acrescentar que CV nuca saira da pobreza.
Responder
0 # Arena crítica 25-04-2019 09:23
Politicamente correto.
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0 # Arena crítica 25-04-2019 03:11
De facto, os políticos entendem muito pouco da educação. Com discurso politicamente correto como este, Cabo Verde vai continuar a ser um país pobre em 2050. Os decisores políticos não colocam as pessoas competentes nos lugares certos. Na educação, isso é patente nos técnicos do ministério, nos delegados e diretores dos agrupamentos. A maioria desse pessoal é nomeado em função da sua participação nas campanhas eleitorais.
As nossas escolas estão cada vez piores. Essa debandada começou nos meados dos anos 90 do século passado, e cada dia que passa a situação é pior. Ninguém levanta a voz para dizer que o ensino ministrado em Cabo Verde não serve aos cabo-verdianos. Portanto, a meu ver, não há motivos para comemorar o dia do professor. Ainda mais quando não se dedica pelo menos uma hora para refletir sobre a nossa profissão. O poder Central deve exigir mais dos professores. Nenhum ensino pode ser de qualidade se o professor não tornar-se o elemento central do sistema. Neste momento, o professor é o elo mais fraco do sistema. Não tem voz, não propõe, não analisa, não critica; simplesmente limita a receber ordens do ministério, mesmo que esteja errado, como acontece muitas vezes.
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