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Por: Carlos Cavaco

 carlos cavaco djuba

Se antes a Transinsular SA vinha da Europa para os portos de São Vicente, Praia, Sal e ás vezes Boavista descarregar contentores com o mesmo navio, agora tem a vida facilitada a introdução do navio Lagoa, da Transinsular Cabo Verde Lda de longo curso, capacidade para 375 contentores e registado com a bandeira nacional, (cabotagem) construção de (1997) (22) anos quando devia ser de menos de 15 anos e fazendo parte da nova empresa. E já está a trabalhar...preocupante!

Tudo muito simples! Vem um navio maior, como o LEONIE P, (afretado) descarrega todos os contentores em São Vicente ou na Praia, mas creio que será em São Vicente, embora 60% de contentores (cargas) são para Praia, mas por outro lado São Vicente fica mais a Norte, e a partir de um desses portos definido pela empresa, o navio Lagoa fará a distribuição dos contentores para Praia, Sal, Boavista, Guiné Bissau, Mauritânia e outro Países vizinhos.

Resultado: não vai haver cargas para Praia da Aguada, 13 de Janeiro e outros, a não ser pequenas encomendas ou bidões dos EUA. Mesmo cimento, sacarias, vão transportar em contentores e maquinarias e cargas pesadas para outras ilhas.

Os armadores nacionais vão ter de conformar-se com transporte de passageiros e ver navios atracados. E também representa prejuízo para Enapor.

Sinceramente ainda não entendo este acordo? Nós não precisamos da Transinsular na cabotagem! E ainda com 51% da sociedade! Estranho.

Temos armadores com muita capacidade técnica e experiência de muitos anos, caso do Polar, (comandante Viula), e sua equipa de profissionais, como que se deixaram levar nesta geringonça.

Exemplo, só o Praia de Aguada (1999) vale muito mais que o Navio Lagoa, sem falar dos catamarãs, do navio 13 de Janeiro, para não falar dos restantes armadores.

Quem devia ter 51% era o Estado e aos poucos venderia as quotas aos armadores nacionais. Temos barcos suficientes precisamos de uma boa coordenação.

Fala-se nos próximos 2 anos para estabilizar as ligações marítimas inter-ilhas....?

Tenho uma sugestão: o Governo mandava construir 3 ou 4 navios do tipo os Vento, (os melhores navios da história de Cabo Verde) naturalmente um pouco maiores, com câmaras de frio (verduras) e de congelação até 30 M3, capacidade para 100 passageiros 400 toneladas líquida de carga, uma grua de 40 toneladas (180º) e com duas máquinas em linha capacidade deslocação entre 12/15 nós e tudo resolvido para os próximos 20 anos, e até podia-se desfazer (vendê-los) dos atuais catamarãs e ficaria sobre gestão de Nacionais.

A Transinsular SA tem dificuldade em renovar a frota. O próximo barco a vir será o Ponta de Sol, já que querem dominar a costa africana a partir de São Vicente ou Praia,

E sabem porquê que os Barcos deles estão registados no MAR (Madeira)?

Artigo publicado pelo autor, Carlos Cavaco, na sua página do facebook

Este artigo surge na sequência de um outro anterior, do mesmo autor, também publicado aqui.



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