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Por: Carlos Fortes Lopes

Carlos Lopes

Cabo Verde tem dos melhores documentos legais e, talvez as melhores leis legislativas do mundo.

Os representantes políticos continuam a não cumprir o seu papel de trabalhar com seriedade e afinco para o bem-estar da nação e o seu povo.

Depois de analisarmos os factos referentes ao desempenho do nosso parlamento, a partir da abertura política e eleições “democráticas”, verificamos que afinal os parlamentares nunca foram pacíficos nos debates políticos e, a maioria tem demonstrado sinais de ser malcriados e ou mal-educados.

A Casa Para(lamentar) nacional deixou de ser apenas um espaço de ataques verbais para passar a ser um campo de batalha física.

Desde há muito, os insultos e acusações gratuitas nas seções parlamentares atingiram um nível insuportável e vergonhoso. Portanto, o episódio desta passada Sexta feira 9 de Novembro não foi muita surpresa para muitos de nós.

Como é do conhecimento de todos, no parlamento cabo-verdiano, não se debate assuntos de interesse nacional mas sim assuntos relacionados com a vida privada e publica dos eleitos. Ao fulanizarem os debates, em demasia, os resultados finais não poderão ser diferentes do que acabou de acontecer na Assembleia Nacional.

Pois, a agressão física foi o culminar das vias de facto. Se formos visitar as imagens dos acontecimentos no interior da Assembleia, constataremos que afinal desde a década de 90s esses casos veem sendo uma realidade parlamentar nacional. Quem não se lembra dos casos entre o Djon d’Djiny e o Silvino da Luz; Nha Mina e Jaime dos Tubarões; Eutrópio Lima da Cruz e António Tomar; Mário Cabral e Mário Fernandes; José Filomeno e Rui Semedo; José Maria Veiga e Carlos W. Veiga.

Tudo isso, sem termos que recordar a estória do Gualberto a fugir literalmente do Simão Monteiro e do JLL no decorrer do ano 1997.

Já o Deputado Orlando Dias não vale a pena estarmos aqui à gastar o tempo dos leitores porque só basta analisar o percurso deste para se concluir que, como muitos outros, de ambas as bancadas, não têm perfil nenhum de representantes do povo.

Portanto, como se vê, o historial dessa casa parlamentar é tudo menos pacífico.

Não é por acaso que existe uma predominância insuportável do uso dos artigos 144 e 123 do Regimento da Assembleia Nacional.

Esta casa Parlamentar está infestada de mal-educados que nada mais fazem aí do que gerar tensões de violência, e, só um pacto sério do regime poderá resgatar a urbanidade e respeito mútuo nos debates políticos, nessa Casa do povo.

 

 



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Comentários  

0 # Cecilio Cabral 13-11-2018 08:28
“Quatro coisas caracterizam todo o juiz digno desse nome: ouvir com cortesia, responder com sabedoria, ponderar com sobriedade e decidir com imparcialidade”.
SOCRATES
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0 # esfacelamento 12-11-2018 14:25
A assembleia significa juntar, unir, montar, mas o que estamos a ver é o exacerbar das diferenças, como se fossemos macacos e ursos. Toda esta cultura de nós e eles, foi criado por Carlos veiga nos anos 90 e depois, com estereótipos de: rapazes do mato, contra Deus, estado gordo, a favor de manjacos, contra os estrangeiros, defensores da tortura, etc. etc. tudo isto não passa de uma verdadeira autoimagem deste senhor que descobriu que a melhor forma de odiar uma pessoa é falar dos nossos próprios defeitos. Assim começou e vai continuar todo o mal nesta terrinha. Até o dia em que apercebemos do precipício.
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-1 # ILDO PINTO 12-11-2018 10:51
Esqueceu-se de mencionar o homem de língua extremamente suja e mestre das fofocas que é o Rui (Barbinha) Semedo! Graças a Deus que ele agora está bem caladinho! E toda a gente sabe porquê!
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-1 # Joao 11-11-2018 19:21
Esqueceu enuciar o maior malcriado, insultante que já já apareceu na Assembleia, ABRÃO VICENTE actual m ministro
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+1 # Tison 11-11-2018 18:33
Uma bandos de parasitas que passam o tempo na vida boa ao custa dos pobres, infelizmente temos outros parasitas do sistema como o caso do presidente da república que passa a vida em viagens e regabofes este país necessita de uma revolução popular a ver vamos
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