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Por: Hilário Lopes

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Enquanto jovem cabo-verdiano, ciente das minhas responsabilidades sociais, familiares e profissionais e imbuído do dever de colaborar no desenvolvimento da nossa sociedade objectivando uma coexistência pacifica, não poderia permitir permanecer indiferente e em silencio face a algumas práticas socialmente reprovável, outras juridicamente proibidas, algumas com conteúdo negativo e imorais tendo como principais autores Jovens cabo-verdianos.

Digo jovens cabo-verdianos, visto que tem como fonte a pluralidade de autores e com a participação massiva dos jovens nas mesmas práticas.

Jovens que preferem dispensar de modo parcial e, se não a totalidade do seu tempo diário que já é limitado (24 horas) a consumir álcool, em festas e discotecas noitadas, fumando tal de shisha que virou moda e outras práticas ocultas não digno de elevação do espírito e não adicionando qualidades especiais ao carácter pessoal e ao correto desenvolvimento da personalidade individual. Ao invés do dispensar de largas horas ou algumas vezes dias na prática desses actos, não escolhem simplesmente ler um livro, escrever entrelinhas poéticos, estudar, organizar e realizar um debate público, construtivo e gerador do surgimento de pensamentos e projectos individual e colectivo de inovação e ajustes no aperfeiçoamento do ser humano e desenvolvimento de uma consciência ético pessoal positivo e aceitável.

Bem que, esses actos aqui definidos, estão ganhando uma enorme dimensão social, estão sendo aceites como algo normal, por causa da sua prática reiterada e tendo como autores um número considerável de jovens. O mal maior é a destruição de personalidades que em circunstanciais normais e corretas resultariam na afirmação de excelentes técnicos laborando nas mais diversas instituições públicas e privadas existentes no nosso país.

Jovens cabo-verdiano estão a seguir caminhos autodestrutivos, muitos se aderem às influências de grupos por mero medo ou inquietação de não serem aceites perante os seus pares.

Lamentável o rumo das coisas e, cada dia, trilhando os mais assombrosos caminhos, e com frutos diabólicos e autodestrutivos.

Já fora dito pelo mestre e homem mais sábio da terra habitada: quem semeia vento colherá a tempestade e quem semeia o bem colherá a bonança.

O que adianta ganhar o mundo e perder a sua alma?

Melhor é o que está em Você do que aquilo que no Mundo está.

Apelo a todos os jovens a se redimirem, reflexionando profundamente as vossas condutas e, que analisem estabelecendo as fronteiras entre o correto e o incorrecto, assegurando as corretas medidas e critérios moral, jurídico e teológico à vossa disposição. Pensem antes de agir, façam a indispensável reflexão sobre as vossas condutas, posicionem assertivamente perante cada ambiente circundante e perante cada grupo social do qual fazem ou queiram fazer parte integrante enquanto membro. Vejam e analisem bem os vossos actos, as suas metas, os vossos objectivos, e decifrem o propósito subjacente e justificador da vossa existência. Sejam verdadeiramente responsáveis pelos vossos actos. Jovem não se deixe desviar pelos caminhos da perdição e amargura.

Tu que és jovem, seja um ser humano responsável e exemplar, não siga o rebanho em rumo ao matadouro, não desperdice o seu tempo e a sua alma nos caminhos que em nada abonará a sua personalidade. Sua personalidade lhe é própria e não afirmada ou definida pelas influencias, és um ser inacabado, sendo assim, siga passos edificantes e de elevação e engrandecimentos, intencionando atingir ao fim da existência terrena um ser finalmente acabado, mas, destinado à final a perfeição transcendental.

Seja você jovem cabo-verdiano o autor da sua história e o senhor do seu Destino. Molde a sua conduta ancorada no incontestável elevado nível de aceitação ético e moral, pois que, essas regras são responsáveis para construir as bases que guiarão a conduta do homem, determinando o seu carácter e a sua forma de se comportar em determinada sociedade.

Hilário Lopes

27/08/2018



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Comentários  

+1 # Sergio dantas 29-08-2018 15:38
Bom artigo. A educação caseira é fundamental para que se forme cidadãos responsáveis ,idôneos, respeitadores e que contribuam para uma sociedade saudável e com governantes à altura. As politicas públicas não substituem a educação caseira e valores morais , os políticos não substituem os pais. o Exemplo em primeiro lugar deve ser encontrado em casa para que se tenha a noção do que é que se deve exigir aos politicos. Aliás já diz o ditado. "cada sociedade tem o governo que merece"
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+1 # Hilário Lopes 29-08-2018 21:18
Exatamente caríssimo!

À família é a célula base de qualquer sociedade, aliás é a primeira sociedade instituída!
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0 # Lobo 28-08-2018 21:05
Acho que o exemplo deve vir o de cima, os jovens devem ter como Boas referências os politicos, mas o que assistimos são uma influencia negativa dos políticos para os nossos jovens. O presidente da república usando a hipocrisia anda pelos cutelos e ribeiras a fazer campanha menos alcool sendo ele um dos mais consumidores de whisky em Cabo verde, o presidente do parlamento é um dos mais consumidores de grogue, os de[censurado]dos são quase todos gaiteiros os presidentes das câmaras e vereadores nem falaremos a única diferença é que os jovens quando bebem fica mt espontâneo e fazem barulhos enquanto que os políticos bebem e são levados a casa para deitar
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0 # Maria Soares 28-08-2018 17:22
Falou bem. Só que colocou o enfoque só nos jovems. Sr. articulista, o que é acha das políticas do governo para a juventude? Sabe que neste momento o MPD tem também 20 câmaras municipais do país. O Governo e as Câmaras o que é que têm feito para os jovens?
Claro que a campanha do PR não conta, pois é só brincadeira.
Quer atirar areia nos olhos dos jovens???!!
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