Pub
Por: Paulo Veríssimo

 Paulo Veríssimo

As coisas simples da vida ou que se nos aparentam como tais escapam-se quase sempre ao nosso olhar demorado e, particularmente, a uma reflexão mais profunda. E uma delas é o equilíbrio, condição essencial para a vida, sobretudo bem-sucedida.

Sem darmos conta, ou termos consciência disso, todo nosso esforço está canalizado para conseguirmos o equilíbrio entre os diversos níveis que enformam a complexidade do ser humano, nomeadamente a nível social, familiar, profissional e emocional.

Mas, se é tão importante assim, porque não dispensamos tempo ou mais tempo a reflectir sobre o equilíbrio? É que a simplicidade com que se nos aparenta não nos permite tomar consciência dessa complexidade e, consequentemente, determos tempo para reflexão.

De todo modo, uma questão se impõe, e ela é crucial: como conseguir o equilíbrio dentro de cada nível e entre os níveis nível social, familiar, profissional e emocional? Se é certo que não existe resposta imediata e acabada a esta questão, é interessante ver que muitas pessoas conseguem ser bem-sucedidas a nível académico e profissional, e não conseguem tão intento nos níveis familiar e emocional, por exemplo.

Mas deixemos de lado o emocional – em parte, porque quer queiramos ou não tudo tem reflexo na nossa vida emocional – e centremo-nos um pouco no familiar. Aparentemente, o mais simples de se conseguir o equilíbrio, mas o mais complexo de todos os níveis já apontados. Porquê? Porque o familiar, além da proximidade que reduz e dilui a sua complexidade, é o espaço de maior fricção, que exige mais cedência e negociação.

Será o familiar compatível ou concorrencial com os demais níveis, mormente o académico e o profissional? Depende das circunstâncias e da forma como construímos cada nível e gerimos a articulação entre eles. Entretanto, muitas vezes, porque não tivemos em conta essa articulação, acabamos por construir dois mundos que não se comunicam ou que se comunicam muito pouco: o nosso e o dos outros.

Deter tempo a fazer este exercício de reflexão sobre o equilíbrio, não é inútil, antes pelo contrário! Na verdade, podemos não conseguir equilibrar tudo, mas a consciência que provém da reflexão permite-nos gerir melhor os desequilíbrios. Afinal, andamos todos à procura do equilíbrio.



APOIE SANTIAGO MAGAZINE. APOIE O JORNALISMO INDEPENDENTE!

A crise na imprensa mundial, com vários jornais a fechar as portas, tem um denominador comum: recursos financeiros. Ora, a produção jornalística, através de pesquisas, entrevistas, edição, recolha de imagens etc. Tem os seus custos. Enquanto está a ler e a ser informado, uma equipa trabalha incessantemente para levar a si a melhor informação, fruto de investigação apurada no estrito respeito pela ética e deontologia jornalisticas que caracterizam a imprensa privada, sobretudo.

Neste momento em que a informação factual é uma necessidade, acreditamos que cada um de nós merece acesso a matérias precisas e de interesse nacional. A nossa independência editorial significa que estabelecemos a nossa própria agenda e damos nossas próprias opiniões. O jornalismo do Santiago Magazine está livre de preconceitos comerciais e políticos e não é influenciado por proprietários ou accionistas ricos. Isso significa que podemos dar voz àqueles menos ouvidos, explorar onde os outros se afastam e desafiar rigorosamente aqueles que estão no poder.

Portanto, se quiser ajudar este site a manter-se de pé e fornecer-lhe a informação que precisa, já sabe que toda contribuição do leitor, grande ou pequena, é tão valiosa. Apoie o Santiago Magazine, da maneira que quiser, podendo ser através da conta nº 6193834.10.1 - IBAN CV64 000400000619383410103 – SWIFT: CANBCVCV - Correspondente: TOTAPTPL - Banco Caboverdeano de Negócios - BCN, ou por meio deste dispositivo do PayPal.


APOIE SANTIAGO MAGAZINE. APOIE O JORNALISMO INDEPENDENTE!

Comentários  

+1 # Margarida Silva 06-08-2018 15:27
Parabéns, Paulo Veríssimo! Boa reflexão sobre a vida quotidiana, aliás como é timbre de um sociólogo!
Responder
-2 # Sérgio da Cruz 04-08-2018 19:02
Deve ser o emprego mais custo do mundo: ser diretor de um jornal com a tarefa de atender a todos os apetites do Paicv. Entre comunistas, marxistas, lenenistas, extremistas, radicais, socialistas, marginais, ratos e afins...dar de comer a toda esta gente é obra. Força diretor.
Responder