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José Luís Neves IGQPI

O secretário-geral da Câmara de Comércio do Sotavento (CCS), José Luís Neves, considerou hoje, no Mindelo, que os “grandes ganhadores” do ecossistema de financiamento vão ser os bancos, com possibilidade de as Finanças Públicas ressentirem-se desta situação.

Segundo este responsável, que falava na abertura do seminário “Conectividade inter-ilhas e regional”, enquadrado nas jornadas técnicas da Feira Internacional de Cabo Verde (FIC), o “maior constrangimento” do arquipélago “tem a ver com a pequena dimensão do mercado e não com o acesso ao financiamento”

“É extremamente difícil para uma pequena economia insular e as empresas de um país insular como nosso ter acesso ao financiamento”, assegurou José Luís Neves, para quem esta condição faz com que as empresas enfrentem “enormes custos” para operar no mercado, mesmo com um conjunto de medidas adoptadas pelo Governo para facilitar o ambiente.

“Por mais consultores brilhantes que arranjemos para fazer planos de negócio, mas com o contexto que nós temos as empresas não vão conseguir acesso ao financiamento. Os grandes ganhadores do ecossistema vão ser os bancos”, lançou.

Os bancos, como explicou a mesma fonte, estão com “excesso de liquidez” e como o Estado vai injectar dinheiro com garantias e bonificações, darão saída a este excesso.

Entretanto, ajuntou, as Finanças Públicas poderão ressentirem-se disso a prazo porque “as empresas, neste contexto de pequena dimensão do mercado e com custos elevados para se fazer negócios, não vão ser sustentáveis e nem resolver os problemas estruturais e não vão conseguir pagar”, asseverou.

Por isso, segundo José Luís Neves, os bancos vão ser os “ganhadores” se não se resolver o problema de alargamento e de acesso ao mercado, mas também é “essencial” a questão da conectividade, tanto aérea como marítima, entre as ilhas e também a nível regional.

O secretário-geral da Câmara de Comércio do Sotavento fez este alerta nas jornadas técnicas da FIC, iniciadas quarta-feira, 13, abordando a questão do “Ecossistema de financiamento à economia”, hoje com atenção à “Conectividade Inter-ilhas e regional” e prosseguem, nesta sexta-feira, com a “Internacionalização da economia cabo-verdiana”.

A vertente de exposição da feira arrancou nesta quarta-feira e acontece até sábado com 88 expositores e encontros de negócio.

Com Inforpress



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Comentários  

0 # novos ricaços 19-11-2019 16:31
Neves Jr fala do constrangimento ao " acesso ao financiamento " ,então como quebro o Novo banco ???
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