Pub

joao pereira silva01 12 04 2017g

Em causa estarão luvas recebidas pelos anteriores gestores no negócio da venda do Boeing 737 e do lease-back dos ATRs, um negócio que também envolve a então ministra das Finanças, Cristina Duarte.

O Ministério Público (MP) mandou abrir instrução com vista a apurar factos relacionados com a gestão da TACV, anunciou a instituição esta quarta-feira, 19, na sua página oficial.

“Face às notícias sobre factos relacionados com a gestão dos Transportes Aéreos de Cabo Verde (TACV), à participação apresentada e na sequência da análise de documentos e elementos entretanto recolhidos, o Ministério Público concluiu que existem factos que podem indiciar a prática de ilícitos penais, pelo que ordenou a abertura de instrução”, diz o comunicado.

O documento acrescenta ainda que estão em causa “suspeitas da prática de ilícitos penais de infidelidade e participação ilícita em negócios”. A investigação, diz o comunicado, “deve ser dirigida por uma equipa de magistrados” e o MP será “coadjuvado pela Policia Judiciária em regime de afectação específica de investigadores e por peritos que se mostrarem necessário”.

Este processo, segundo fontes de Santiago Magazine, terá a ver com o negócio da venda do Boieng 737 e do lease-back dos ATRs à sua proprietária, a empresa irlandesa Elix Assets 7 Ltd. Consta que João Pereira Silva, ex-PCA da companhia aérea nacional e que liderou esses negócios com o aval da ex-ministra Cristina Duarte, terá recebido comissões ilegais pela transacção.

O jornal A Nação diz que o que mais intrigou o Governo, que denunciou o caso junto da Procuradoria geral desde o dia 8 de Junho, é o facto de os dois ATR’s estarem, na altura do lease-back, 77 por cento pagos e que em menos de dois anos passariam a ser propriedade da TACV. E que o leasing mensal dos dois ATR’s  passou a ser “duas vezes superior” ao mercado, motivo que levou o Executivo a suspeitar que terá havido luvas no negócio, tendo em conta os “prejuízos” que o novo leasing acarretaram para a TACV, escreve o A Nação.

A TACV, que acumula um passivo de mais de 11 milhões de contos  (100 milhões de euros), está a ser alvo de um processo de reestruturação com vista à sua privatização.

Com Inforpress



APOIE SANTIAGO MAGAZINE. APOIE O JORNALISMO INDEPENDENTE!

A crise na imprensa mundial, com vários jornais a fechar as portas, tem um denominador comum: recursos financeiros. Ora, a produção jornalística, através de pesquisas, entrevistas, edição, recolha de imagens etc. Tem os seus custos. Enquanto está a ler e a ser informado, uma equipa trabalha incessantemente para levar a si a melhor informação, fruto de investigação apurada no estrito respeito pela ética e deontologia jornalisticas que caracterizam a imprensa privada, sobretudo.

Neste momento em que a informação factual é uma necessidade, acreditamos que cada um de nós merece acesso a matérias precisas e de interesse nacional. A nossa independência editorial significa que estabelecemos a nossa própria agenda e damos nossas próprias opiniões. O jornalismo do Santiago Magazine está livre de preconceitos comerciais e políticos e não é influenciado por proprietários ou accionistas ricos. Isso significa que podemos dar voz àqueles menos ouvidos, explorar onde os outros se afastam e desafiar rigorosamente aqueles que estão no poder.

Portanto, se quiser ajudar este site a manter-se de pé e fornecer-lhe a informação que precisa, já sabe que toda contribuição do leitor, grande ou pequena, é tão valiosa. Apoie o Santiago Magazine, da maneira que quiser, podendo ser através da conta nº 6193834.10.1 - IBAN CV64 000400000619383410103 – SWIFT: CANBCVCV - Correspondente: TOTAPTPL - Banco Caboverdeano de Negócios - BCN, ou por meio deste dispositivo do PayPal.


APOIE SANTIAGO MAGAZINE. APOIE O JORNALISMO INDEPENDENTE!

Comentar