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Olavo Correia

O vice-primeiro ministro, Olavo Correia, disse hoje que a agricultura em Cabo Verde “gera apenas oito por cento do PIB”, embora seja a actividade económica que mais emprego gera, ou seja, cerca de 41 mil postos de trabalho.

Segundo o governante, o sector agrícola é o que mais expõe as pessoas em relação à pobreza e à sua produtividade.

“Será impossível vencermos o desafio do combate à pobreza em Cabo Verde se não mudarmos radicalmente a forma como olhamos e fazemos a agricultura no nosso país”, indicou Olavo Correia, salientando a necessidade de se aumentar significativamente não só a produção, assim como a produtividade e deixar a agricultura “tradicional e de subsistência” para uma “agricultura como sector do negócio, capaz de penetrar no mercado turístico”.

O vice-primeiro ministro fez essas considerações ao presidir ao acto de abertura da conferência temática “Agricultura, Água e Saneamento” que decorreu na Cidade da Praia, no quadro da realização em Paris, França, nos dias 11 e 12 de Dezembro, da Conferência Internacional sob o lema “Construir Novas Parcerias para o Desenvolvimento Sustentável de Cabo Verde”.

Para Olavo Correia, o país tem de apostar numa agricultura capaz de contribuir para a “segurança alimentar” e que seja um “novo sector de oportunidades para os jovens” e capaz, sobretudo de contribuir para a “redução das desigualdades, da pobreza e das assimetrias regionais”

Na sua perspectiva, há que haver uma “verdadeira mudança de paradigma” no desenvolvimento do mundo rural, promovendo uma agricultura “sustentável”, através da “valorização de investimentos já realizados”, nomeadamente na mobilização da água e na aposta de uma “gestão integral” dos recursos hídricos, incluindo a utilização das águas residuais tratadas e da água dessalinizada com custos energéticos “moderados pelas energias renováveis”.

Defendeu, por outro lado, a mobilização da população jovem, assim como a “valorização das tecnologias modernas”, com destaque para a garantia da qualidade da produção e da sua regularidade.

Deixou transparecer que tudo isto tem que ser feito em “conexão com o mercado turístico” e num contexto de um sistema de transportes “moderno e eficiente e regular”.

“Temos de vencer o desafio de adaptação de Cabo Verde às mudanças climáticas pelo aumento da resiliência e pela redução dos riscos do sector agrícola”, apelou o vice-primeiro-ministro, advogando para o país uma agricultura “climaticamente inteligente” em que se utilizam as energias renováveis, com foco, na “gestão racional” dos recursos hídricos e solos.

Olavo Correia anunciou que o Governo pretende promover as parcerias publico–privadas com vista a apoiar os investimentos na área agrícola.

Conforme realçou, a água, a agricultura e o saneamento encontram-se entre os sectores chaves que Cabo Verde vai apresentar na conferência de Paris.

Por sua vez, o ministro da Agricultura e Ambiente destacou que a água, o saneamento básico e agricultura devem continuar a merecer uma “atenção prioritária” por parte do Estado, das empresas, da sociedade civil e das famílias cabo-verdianas.

Gilberto Silva salientou o facto de Cabo Verde, não obstante enfrentar a escassez hídrica decorrente das condições climáticas, vem conseguindo satisfazer “cada vez mais e melhor” as necessidades básicas da população em matéria de abastecimento da água.

“Apesar desses ganhos, as exigências são cada vez maiores, não só da parte da população , mas igualmente da parte de quase todos os ramos da actividade económica, em especial o turismo, indústria e agricultura”,  indicou Gilberto Silva que apelou aos privados a  se enveredarem também pelo negócio da água, porque, prossegue, “pode ser rentável e seguro”, uma vez que o actual quadro legal existente é “moderno”, pelo que pode ser considerado uma “vantagem para a promoção do investimento privado nos sector”.

Com Inforpress

 



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Comentários  

0 # lima 20-11-2018 16:16
problema é ki na nös terra ,agricultores ,Pescadores kà tà dado valor.enquanto na pais kin ta vive és ké… REI
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+2 # SÓCRATES DE SANTIAGO 20-11-2018 11:44
Se a agricultura é actividade económica que mais emprego gera no País, por que razão este Governo a abandonou, fugindo dela como Diabo da cruz? Pena que só agora o Governo tenha acordado deste longo sono, depois deste puxão da orelha por parte do Banco Mundial. ECONOMIA VERDE é tão ou mais importante do que a ECONOMIA AZUL. A própria FAO recomenda que 10% do orçamento do Estado dos países africanos seja reservado à AGRICULTURA como uma das formas sustentáveis de reduzir a POBREZA. E nós aqui andamos a brincar à agricultura.
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