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Por: João Cardoso

João Cardoso1

I

Nas nossas ilhas, há tantos e tantos sinais d’esperança, que nascem dentro de nós, mas, aparecem mãos de fora a subtrai-los como o bê-á-bá do nosso tempo. Nas nossas ilhas, no mês de junho, das festas juninas, renascem tantos e tantos sinais d’esperança dentro de nós, mas, aparecem mãos de fora a subtrai-los como o bê-á-bá do nosso tempo. Nas nossas ilhas, quero a esperança nos sinais da não aparência, que se cuidam como a inteligência que nasce dentro de nós, e, como a generosidade do nosso tempo. (Qual espelho refletido no espelho da clara d’ovo!) E a luz é líquida da primavera “d’ O Nome da Rosa”. E há coisa e tal… Nas nossas ilhas, onde, nada passa despercebido na generosidade do nosso tempo. Daqui, das nossas ilhas resgatar-me-ei a frase ao Saramago «É preciso sair da ilha para ver a ilha. Não nos vemos se não sairmos de nós». Nas nossas ilhas, quem é sem a bandeira (!). Eu vou buscá-la com o nome do símbolo da Minh’ alma. Repare (!) ando a navegar ou nos sinais ou nas imagens do nosso tempo: agora é (!)

sinais

II 

Agora é. Perguntar-me-ei à alma d’Umberto qual é o nome da mãe da Rosa. Ou se a Rosa é o nome de uma flor que é a filha da roseira ou da família Rosaceae, para poder-me fazer Eco a nível da minha perceção sobre os sinais da glorificação e da germinação que era botão, e, hoje, a imagem tem o Nome da Rosa. Abram aspas (!) «Il nome della rosa». Sei que rosa, já, é a flor. Sei que a rosa, já, é imagem para acabar ou recriar o mistério. Borges disse: «…que viu o Zahir pronto verá uma rosa» que era uma expressão usada na Idade Média para denotar o infinito poder das palavras. Abram aspas (!) «Il nome della rosa». Expiam-se heresias, culpas e pontando o dedo com ares Sherlock Holmes. (Espere-se que a Justiça amenize a dor, mas o tempo do perdão ainda não chegou). São narrativas de uma presumível história mal-amanhada do Deus sem mundo, mundo sem Deus.

 III

Abram aspas (!) «Il nome della rosa» obrigou-me a fazer uma certa viagem no tempo n’A traição das imagens. Abram aspas (!) «La Trahison des images» do surrealista René Magritte na qual a imagem de um cachimbo é acompanhada pela inscrição “Ceci n’est pas une pipe”. (Foi a provocação e o desafio da convenção linguista de identificar uma imagem de algo como coisa em si). O Nome da Rosa é o immane no simular das provocações carnais. (Nas nossas ilhas, quero a esperança nos sinais da não aparência que se cuidam como a inteligência que se nasce dentro de nós, e, como a generosidade do tempo). Hoje, releio não na diagonal as imagens que se reconstroem dentro de mim d’O Nome da Rosa pensando no pipe do pintor e eu, assumidamente, a cachimbar o tabaco natural, orgânico e aromatizante associado à cultura internacional do “Roll-your-Own”. Nem quero pensar n’Afonso de Albuquerque (!) Diz-se que só não atacou Meca por faltar vento e cavalo. Penso na crise de Hong-Kong ou banhar-me-ei nas gargalhadas.

 IV

Ó génios (!) de sinais, de imagens e de símbolos dos tempos, que se escrevia com penas e pintavam com pinceis das cores da loucura e da inteligência divinal. Abram aspas (!) três vezes para Umberto Eco d’ O Nome da Rosa «Il nome della rosa»; René Magritte d’A Traição das imagens «La Trahison des images» e Vicent Van Gogh d’ O Revólver Lefaucheux. Há histórias (!) Vicent Van Gogh suicidou-se com O Revólver Lefaucheux “a arma mais famosa da história da arte” que foi a leilão por um valor entre os 40 mil e os 60 mil euros, no dia 19 de junho, em Paris. O pintor pós-impressionista holandês, tendo as suas últimas palavras, segundo o irmão Theo, sido “a tristeza durará para sempre”. (São também narrativas de uma presumível história mal-amanhada, mal contada do Deus sem mundo e mundo sem Deus). Com ou sem sinais, com ou sem imagens do tempo, tentar-me-ei sempre, interpretar as dimensões expressivas «Il nome della rosa» associado a «La Trahison des images» para deixar de pensar que “a tristeza durará para sempre”.



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